Coxim, Sábado, 04 de Setembro de 2010
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Tópicos Apresentação CFE 2010

Dom Antonino faz apresentação da CFE2010 na Escola Silvio Ferreira
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     CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010

ECONOMIA E VIDA

“Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24)

Conselho Nacional das Igrejas Cristãs CONIC



ORAÇÃO

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição

de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.

Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.

Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.



INTRODUÇÃO

A Terceira Campanha Ecumênica O que entendemos por bem comum Bem comum é o conjunto de condições sociais que permitem e favorecem às pessoas o desenvolvimento integral da personalidade.

Pio XII afirma que a riqueza de uma nação não se mede por critérios quantitativos, mas pelo bem estar do seu povo. Valorizando a pessoa humana

INTRODUÇÃO

O que é o CONIC - Fundado em 1982 - Associação fraterna de Igrejas cristãs

Igreja Católica Apostólica Romana

Igreja Episcopal Anglicana no Brasil

Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Igreja Presbiteriana Unida do Brasil

Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia



A Fraternidade e a Quaresma

Construção de novas relações

Princípios de justiça

Expressão da filiação divina

Conversão

Em continuidade com as Campanhas anteriores



Fraternidade e economia

Providenciar tudo que é necessário à sobrevivência.

Caráter humano da economia, como atividade realizada por pessoas, devendo orientar-se ao serviço das pessoas, razão de ser da vida econômica e social

a economia, como ciência, deve ser orientada para o Bem Comum.



OBJETIVO GERAL

"Colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão".



OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem.

Buscar a superação do consumismo, que faz com que o "ter" seja mais importante do que as pessoas.

Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima, em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais.

Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da Justiça, como dimensão constitutiva do anúncio do Evangelho.

Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.



Esses objetivos devem ser trabalhados em quatro níveis:

Social

Comunitário

Eclesial

Pessoal



ESTRATÉGIAS

Denunciar a perversidade de todo modelo econômico que vise em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte.

Educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como bem mais precioso.

Conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para ações sociais e políticas que levem à implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todos.



TRABALHO EM GRUPOS

Vamos formar grupos

Cada grupo deve ter um(a) coordenador(a)

Cada grupo deve ter um(a) cronometrista

Tempo de fala de cada participante: 1min

Cada grupo deve ter um(a) secretário (a), que deve anotar as respostas, representar o grupo no plenário e entregar o resumo do grupo para a secretaria

Quais os conceitos fundamentais para a compreensão da CFE 2010?

Faça um comentário sobre os objetivos e as estratégias da CFE 2010.



PRIMEIRA PARTE

A vida em primeiro lugar

“Cuidado! Guardai-vos de toda ganância; não é pelo fato de um homem ser rico que ele tem a vida garantida pelos seus bens” (Lucas 12,15)



A DÁDIVA DA VIDA E A LÓGICA DO MERCADO

Criação: ato livre e amoroso de Deus

Gratuidade que deve encontrar reflexo no agir humano

Viver a vida como dádiva

Superar a lógica do mercado

Há valores que não podem ser negociados

Satisfação das exigências humanas



AGRADECER É DIFERENTE DE PAGAR

A dádiva só pode ser acolhida

Valores fundamentais:

Amor

Dádiva

Fraternidade

Solidariedade

Gratidão



A VIDA DE CADA UM LIGADA À VIDA DE TODOS

Família humana

Necessidade humana da convivência

Direitos, deveres e responsabilidades

Satisfação de todas as necessidades para uma vida de qualidade

Possibilitar o desenvolvimento de todas as capacidades



ECONOMIA A SERVIÇO DA VIDA OU VIDAS À DISPOSIÇÃO DA ECONOMIA?

Necessidade de maior justiça econômica

Exigência ética de melhorar a vida de todos

Economia a serviço da dignidade humana

Economia para o bem comum

Garantir oportunidades iguais

Satisfazer necessidades básicas



A QUESTÃO DA ÁGUA

Valor econômico da água

Transformação da água em mercadoria

Toda uma propaganda que vai em outra direção



PLANETA TERRA, CASA DE TODOS

Terra: habitação da humanidade

Cuidado X ganância

Devastação e autodestruição

Refazer a criação: dever de fé



DESAFIOS E ESPERANÇAS

Hoje temos mais informações

Podemos perceber melhor os problemas

Podemos denunciar mais

Algumas iniciativas

Instituições de serviço voluntário

Organizações voltadas para o meio ambiente

Movimentos de solidariedade



TRABALHO EM GRUPOS

Quais as principais questões que devem ser discutidas pela CFE 2010?

Qual o valor da vida, da dignidade humana e da economia?



SEGUNDA PARTE

VER

“Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e dava banquete todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico” (Lc 16, 19 – 21)



O NÚMERO DE POBRES É INCONTÁVEL

FAO – fome no mundo: 1,02 bilhões

IETS – Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade: no Brasil

10,7 milhões de indigentes

43,6 milhões de pobres

A globalização e o desenvolvimento não resolveram o problema da justiça social



OS POBRES NÃO SÃO APENAS DESTINATÁRIOS DA NOSSA COMPAIXÃO

Urgência nos processos de inclusão

Considerar todas as pessoas

Admirar as pessoas por seus diferentes valores

Não apenas socorrer

Ouvir, levar a sério, valorizar



UM SONHO DE TODAS AS PESSOAS

Pobreza não é fatalidade

Organização e solidariedade para superação da pobreza

Material

Intelectual

Afetiva

Espiritual

Para que todos possam desfrutar de todos os bens



OBSTÁCULO A SER SUPERADO

Consumo para satisfazer necessidades e interesses

Maximização do lucro

ONU: Metas do milênio - os bancos ganharam mais dinheiro em 2008 do que todas as nações pobres do mundo em 50 anos



UM DESENVOLVIMENTO DESEQUILIBRADO

Desde os tempos da Colônia

Alto nível e pobreza

Reforço da riqueza da classe dominante

Analfabetismo

Má remuneração

Desenvolvimento e aumento da dívida pública



AS GRANDES DÍVIDAS

Divida interna:

Início do governo FHC: R$ 62 bilhões

Início do governo Lula: R$ 687 bilhões

Dezembro de 2008: R$ 1,6 trilhões

Dívida externa:

Dezembro de 2008: US$ 267 bilhões

BA – 1.274.000 de indigentes

MA – 1.078.000 de indigentes

CE – 991.120 indigentes

Fracasso da reforma agrária

Agronegócio acima das necessidades do povo

Corrupção em todos os níveis

4.800.000 famílias sem terra



A DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Brasil: um dos maiores poluidores do mundo

Desmatamento

Queimadas

ONG WWF: o Brasil e o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo



AS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Organização do trabalho precária

Trabalho formal

Trabalho informal

Trabalho escravo

Trabalho sazonal

Trabalho infantil

Desemprego

Subemprego

Estratégias de sobrevivência



PODER E DIREITOS SOCIAIS

Partilha do poder entre os diversos atores sociais

Redistribuição dos benefícios

Redução das desigualdades sociais

Promoção do bem comum

Superação de preconceitos e discriminações



RESPOSTAS DO ESTADO

Aumento da dívida pública

Consome os recursos em pagamento de juros e amortizações

Dificulta investimentos na área social

Orçamento do Estado

30,57% - dívida pública

4,81% - saúde

3,08% - Assistência Social

2,57% - educação

0,59% - Segurança Pública

0,27% - Organização Agrária

0,02% - Habitação

0,16% - Gestão Ambiental

0,12% - Urbanismo

0,06% - Cultura

0,05% - Saneamento



A CULTURA DO CONSUMISMO

Tudo se torna mercadoria – consumismo

Ganância ilimitada

Pessoa: torna-se meio - perda de valor

Religião: mercadoria – teologia da prosperidade

Cultura do descartável



NOVOS CAMINHOS E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Os grandes e o novo modelo econômico

Educação e processo de domesticação

Movimentos sociais

Igrejas

ONGs

Sindicatos

Organizações civis e aparelho estatal



APELO ÀS IGREJAS

Olhar a realidade a partir dos oprimidos e excluídos

Libertação da postura imperial dominadora

Criar espaços de transformação social

Igreja: agente de transformação

Presença junto aos sofredores



TRABALHOS EM GRUPOS

Quais os dois pontos apresentados no VER que foram mais importantes para nós?

Quais os dois pontos da nossa realidade que não foram apresentados no VER mas devem ser considerados na CFE 2010?



TERCEIRA PARTE

JULGAR

“Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6, 24)





UM SISTEMA ECONÔMICO PARA TODAS AS PESSOAS

Individualismo afasta do Projeto de Deus

Palavra ilumina em vários âmbitos:

Social: profetas denunciam poderosos

Comunitário: convivência social- ex. salário

Pessoal: fuga da corrupção, prática da partilha

Eclesial: justiça e fraternidade

Órfão, viúva e estrangeiro



A BÍBLIA E O BEM COMUM

Atividade econômica e relações com Deus

Ano sabático e jubilar: restauração da justiça e do bem comum

Superação das conseqüências da injustiça social

Meios para sobrevivência digna e possibilidade de desenvolvimento



O DESCANSO DA TERRA

Os seres humanos pertencem à criação

Cuidado com a criação à imagem do Criador

Recebemos a terra de Deus

A terra é para a família dos filhos e filhas de Deus

Ano sabático, jubilar e descanso da terra



A BÍBLIA QUER JUSTIÇA PARA OS POBRES

História humana:

Ambições

Explorações

Injustiças

Ganância

Biblia: defesa dos pobres

O respeito ao direito do pobre: exigência básica da Aliança



CRÉDITOS E JUROS

Bíblia: preocupação com os pobres também quando trata do empréstimo, dos juros e penhores

Sustendo do pobre que não tem com que pagar

Deus ouve os que clamam por justiça em suas necessidades



OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Preocupação central: vida dos trabalhadores

Profetismo: condenação da exploração do trabalho

Deus cobre de bens os famintos e despede os ricos sem nada



NO REINO DE DEUS A LEI É A SOLIDARIEDADE

Novo olhar para a justiça econômica

Parábola dos trabalhadores da vinha

Multiplicação dos pães: partilha

Tive fome e me destes de comer

Filiação divina: exigência de fraternidade e solidariedade

Recriar e recompor laços



EXPERIÊNCIAS DE SOLIDARIEDADE

Ajudas emergenciais

Necessidade de ações transformadoras

Organização civil como complemento às ações governamentais

No Brasil:

Caritas Brasileira

Coordenadoria Ecumênica de Serviço – CESE

Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA

Serviço Anglicano de Desenvolvimento – SAD

EXPERIÊNCIAS DE SOLIDARIEDADE

No Brasil:

Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida

Experiências de economia solidária e suas elaborações teóricas

Economia indígena

Iniciativas de economia de comunhão

Campanhas da Fraternidade

Semanas Sociais



O PAPEL DO ESTADO

Garantir o crescimento e funcionamento do sistema econômico participativo

Ouvir os diferentes setores da sociedade

Reconhecimento do direito universal de proteção social

Justiça tributária

10% mais pobres: 32,8%

10% mais ricos:22,7%



OS DISCÍPULOS DE JESUS E A OUTRA ECONOMIA

Economia do Império Romano: resultado de política fiscal fundada nos impostos

A economia cristã: distribuição da riqueza, destinada a socorrer os mais vulneráveis da vida civil e social

Quem acumula mais que o necessário pratica crime

História de pecado e de busca de santidade



TRABALHOS EM GRUPOS

Cada grupo deve montar uma oração sobre economia e vida levando em consideração:

Projeto de Deus

Realidade local

Palavra de Deus

Momento penitencial

Louvor e ação de graças

TRABALHOS EM GRUPOS

Organizar a celebração eucarística

G1 – Acolhida e motivação

G2 – Ato penitencial

G3 – Hino de Louvor

G4 – Preces comunitárias

G5 – Apresentação das ofertas

G6 – Ação de Graças após a comunhão

G7 – Envio



QUARTA PARTE

AGIR

“Senhor, eu reparto aos pobres a metade dos meus bens e, se prejudiquei alguém,

restituo-lhe o quádruplo” (Lc 19, 8)



COMO VIVER HOJE A BOA NOVA DE JESUS?

Âmbito social:

Política de direitos

Participação consciente por justiça

Escolha e acompanhamento de políticos

Âmbito comunitário

Unir forças na luta por direitos e igualdade

Militância através da sociedade organizada



Âmbito eclesial

Serviço a Deus e aos irmãos

Espaço para educação e mobilização

Formação da consciência

Âmbito pessoal

Respeito aos direitos

Cuidado com a natureza

Justa hierarquia de valores

Profetismo

Campanha da Fraternidade Ecumênica

Enfrentamento crítico das questões

Denúncia de modelos econômicos que priorizam o lucro

Economia deve garantir sustentabilidade e qualidade de vida para todos

Linhas de compromisso concreto



URGÊNCIA DE AÇÕES COLETIVAS

Importância da ação coletiva para a transformação social

Diálogo permanente

Articulação das forças sociais

Colaboração entre as Igrejas e a sociedade



ECUMENISMO E OPÇÃO PELOS POBRES

Abandono da competição entre Igrejas

Unidade na promoção da economia a serviço da vida

Formação de agentes

Consumo ético e consciente

Trocas solidárias de bens e serviços

Finanças solidárias

Redes e cadeias produtivas solidárias

Meios alternativos de comunicação e diálogo

Resistência à teologia da prosperidade



EDUCAÇÃO PARA A SOLIDARIEDADE

Igrejas: espaços para processos educativo

Desenvolvimento de processos de educação popular

Testemunho de solidariedade

Educar sobre o consumismo

Educação das famílias



ECONOMIA SOLIDARIA E COMPROMISSO SOCIAL

Comunidades: chamadas ao serviço e à solidariedade

Igrejas: cooperadoras com a renovação da sociedade

Propostas de aprovação de leis gerais de economia solidária

Emancipação do ser humano e do trabalho

Incluir a alimentação adequada entre os direitos previstos na Constituição Federal

Erradicar o analfabetismo

Eliminar a prática do trabalho escravo

Combater o trabalho infantil

Denuncia aos abusos do mundo do trabalho

Garantias legais de trabalho e salário

Criação e multiplicação de bancos de microcrédito

Criação e multiplicação de bancos comunitários

Busca de superação da pobreza tanto pela política como pela religião



POLÍTICAS PÚBLICAS E SOLIDARIEDADE SOCIAL

Exigência de auditoria da dívida pública

Luta em favor de uma tributação justa e progressiva

Exigir políticas econômicas redistributivas

O direito à alimentação deve ser prioridade política

Constituir novamente o Conselho de Securidade Social



MEIO AMBIENTE E REFORMA AGRÁRIA

Preservar o meio ambiente

Impedir a depredação dos recursos naturais

Garantir o acesso à água

Continuar a luta pela reforma agrária

Mobilização de apoio ao Plebiscito de iniciativa popular pelo Limite de Propriedade da Terra, em defesa da Reforma Agrária e da Soberania Territorial e Alimentar



TRABALHOS EM GRUPOS

Grupo 1: A CFE e a Paróquia

Grupo 2: A CFE e as Escolas

Grupo 3: A CFE e os MCS

Grupo 4: A CFE e as Políticas Públicas

Grupo 5: A CFE e as Parcerias

Grupo 6: A continuidade da CF

Grupo 7: A avaliação da CFE




Data :- 06/03/2010


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