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Notícias da Igreja no Brasil e no Mundo

Brasil
Vida consagrada, levar o Pão e a Palavra vivenciados na alma

São Paulo
Divórcio relâmpago facilita tomada de decisões emotivas e impensadas
Santa Sé
Vaticano denuncia assassinato de dois cristãos no Paquistão
Conta corrente para ajudar Papa em suas obras de caridade
Residência de verão do Papa oferece vistas “encantadoras”
Mundo
Patriarca Kirill compartilha visão do Papa em muitos assuntos
África-Itália: cenários migratórios
Atentado contra convento feminino no México
Internet ajuda no desenvolvimento de Uganda
Em foco
Ciclo de concertos para preparar a Jornada Mundial da Juventude
Índia: morre Ir. Nancy Pereira, a religiosa do “Banco dos Pobres”
Dom Bosco, padroeiro do futebol?
Entrevistas
Continua diálogo com anglicanos apesar dos obstáculos
     Brasil

Vida consagrada, levar o Pão e a Palavra vivenciados na alma

Palavra do núncio à Assembleia Geral da Conferência dos Religiosos do Brasil

BRASÍLIA, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A tarefa dos consagrados é testemunhar a experiência de Deus que se realiza em sua alma e coração.

Foi o que afirmou o núncio apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, em carta aos cerca de 600 religiosos e religiosas que se reúnem esta semana em Brasília para a XXII Assembleia Geral da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

O evento reflete sobre o tem “Vida Religiosa Consagrada no contexto plural: identidade, relações e paixão pelo Reino”, e o lema “De olhos fixos em Jesus”.

Segundo o núncio, a consagração religiosa “é uma entrega movida não por interesses humanos ou de utilidade pública que se motivam, talvez, por razões circunstanciais de tempo e de lugar, tais como as exigências de acolher os mais pobres e excluídos da sociedade”.

“Será também por estas razões – prosseguiu o arcebispo –, mas ela está para ser acolhida por um coração orante e sacrificado que quer levar o Pão e a Palavra de Deus vivenciados na alma e no coração do consagrado e da consagrada.”

A dimensão religiosa deve “ser um domínio exclusivo de Deus, realizada ao compasso de uma vida unida a Jesus Sacramentado, especialmente na Eucaristia e na contemplação da vida de Cristo de cada consagrado”.

“Quando a vida de uma alma está plenamente imbuída de Deus então, e só então, a vida ativa encontra plenamente sua razão de ser. Dela virão frutos abundantes de eficácia apostólica e de conversão das almas”, afirma.

Segundo Dom Lorenzo Baldisseri, a presença operativa dos consagrados “será certamente de grande utilidade para a Igreja quando estes saberão demonstrar com a própria vida e a própria conduta, inclusive não tendo receio de apresentar-se externamente como tal, que são almas que se deram a Deus incondicionalmente”.

“Servir a Igreja como ela quer ser servida é o grande desafio que cada religioso e religiosa deveria propor-se à hora de discernir suas opções pastorais, não somente em sede de Conselho Provincial, mas também, ao assumir individualmente uma colaboração na vida de uma diocese”, afirma o arcebispo.

A CRB reúne 507 unidades jurisdicionais, que representam as Congregações e Ordens religiosas. No Brasil, há 30.862 religiosos. Destes, 23.220 são mulheres.



Divórcio relâmpago facilita tomada de decisões emotivas e impensadas

Família e filhos ficam ainda mais fragilizados, comenta jurista

SÃO PAULO, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O dr. Ives Gandra Martins considera que o divórcio relâmpago, recém-aprovado no Brasil, facilita a tomada de decisões “emotivas e impensadas”, além de fragilizar a família e especialmente os filhos.

O Congresso brasileiro aprovou nesse início de julho uma emenda constitucional que visa a facilitar a obtenção do divórcio. Agora não é mais necessário o prazo de um ano em caso de separação judicial ou a comprovação de dois anos separados para que seja confirmado o divórcio.

“Na medida em que os mais fúteis motivos puderem ser utilizados para que a dissolução conjugal chegue a termo, sem qualquer entrave burocrático, possivelmente, não possibilitando nem o aconselhamento de magistrados e nem o de terceiros para a tentativa de salvar o casamento, o divórcio realmente será relâmpago”, afirma o jurista, em artigo do dia 8 de julho no jornal Folha de S. Paulo.



Ives Gandra afirma que muitos casais que pensam em se separar, quando aconselhados e convidados a uma reflexão mais tranquila e não emocional, terminam por se conciliar.

“Conheço inúmeros exemplos nos quais o ímpeto inicial foi contido por uma meditação mais abrangente sobre a família, os filhos e a vida conjugal, não chegando às vias do divórcio pela prudência do legislador ao impor prazos para concedê-lo e pela tramitação que permite, inclusive, a magistrados aconselharem o casal em conflito.”

Segundo o jurista, a emenda mencionada “autoriza que, no auge de uma crise conjugal, a dissolução do casamento se dê, sem prazos ou entraves cautelares burocráticos”.

“Facilita, assim, a tomada de decisões emotivas e impensadas, dificultando, portanto, uma solução de preservação da família, que foi o objetivo maior do constituinte ao colocar no artigo 226, que o Estado prestará especial proteção à família.”



Em seu ver, a nova lei do divórcio “gera insegurança familiar, em que os maiores prejudicados serão sempre, em qualquer separação, os filhos”.

“Como educador há mais de 50 anos, tenho convivido com os impactos negativos que qualquer separação causa nos filhos, que levam este trauma, muitas vezes, por toda a vida”, reconhece.

Ives Gandra afirma ser favorável “à maior prudência, como determinou o constituinte de 88, no § 6º do artigo 226 da Lei Maior. Tenho para mim, inclusive, que o capítulo da Família na Carta Magna de 88, por ser a família a espinha dorsal da sociedade, deveria ser considerado cláusula pétrea”.





Santa Sé



Vaticano denuncia assassinato de dois cristãos no Paquistão

Acusados com calúnias de violar a lei sobre a blasfêmia

CIDADE DO VATICANO, terça-feira 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Os meios de informação da Santa Sé denunciaram o assassinato na segunda-feira, 19 de julho, de dois cristãos em Faisalabad, Paquistão, onde se defendiam da acusação de ter violado a lei sobre a blasfêmia.

A notícia recebeu ampla repercussão no "L'Osservatore Romano", "Radio Vaticano" e na agência "Fides". As agências missionárias de informação católica como "Asianews", "Églises d'Asie" e "Ucanews", acompanharam o caso muito de perto, mostrando a comoção provocada no mundo católico.

Os assassinatos de Rashid Emmanuel, pregador da Bíblia, e de seu irmão, Sajid Masih, presos há três semanas por terem sido acusados por fanáticos muçulmanos de blasfêmia, ocorreram no final de uma audiência num tribunal onde sua inocência já tinha sido demonstrada através de um informe da polícia declarando os dois inocentes.

Os autores dos assassinatos atacaram com armas de fogo na saída do tribunal, ferindo o policial que os acompanhava. Os assassinos abandonaram a cena do crime sem ser detidos.

O funeral foi presidido por monsenhor Joseph Coutts, bispo de Faisalabad, nesta terça-feira.

Em declarações à agência "Fides", da Congregação para a Evangelização dos Povos, Dom Coutts revelou que o funeral foi vivido "num clima de luto, dor e de alta tensão emotiva".

"Disse às pessoas que oferecemos o sangue desses inocentes a Deus com o sangue de Jesus Cristo. Servirá para nossa salvação e, esperamos, para curar nossa comunidade de Faisalabad das enfermidades do ódio e da violência", recorda o prelado.

O secretario executivo da Comissão Nacional para a Justiça e Paz da Conferência Episcopal do Paquistão, Peter Jacob, citado pelo "L'Osservatore Romano", renovou o apelo às autoridades para que se revogue a lei sobre a blasfêmia, utilizada com frequência como pretexto por parte dos integristas muçulmanos para perseguir os cristãos.



Conta corrente para ajudar Papa em suas obras de caridade

Para continuar auxiliando as vítimas de catástrofes naturais ou da guerra

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - As pessoas que querem colaborar com as obra de caridade que o Papa realiza, como, por exemplo, a reconstrução de uma escola no Haiti destruída pelo terremoto, podem fazê-lo também enviando sua contribuição através de uma transferência bancária.

Na próxima quinta-feira, 22 de julho, o cardeal Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum", dicastério vaticano encarregado de distribuir as ajudas do Santo Padre, viajará ao Haiti para entregar 250 mil dólares como primeira doação para a reconstrução da escola São Francisco de Sales, de Porto Príncipe.

Não se trata somente de uma doação em dinheiro, mas sobretudo de um gesto de proximidade de Bento XVI com os danificados pelo terremoto que ainda sofrem.

A delegação presidida pelo cardeal Cordes, formada por membros da Fundação papal

"Populorum Progressio", que financia projetos em favor das comunidades camponesas, mestiças e afro-americanas pobres de países latino-americanos, visitará também os campos de refugiados dirigidos pela Igreja Católica e celebrará uma Missa com a igreja local, em um dos campos.

Este gesto de caridade e proximidade com as vítimas de desastres naturais, conflitos, pobreza e fome, o Papa pode fazer graças aos donativos dos católicos do mundo, que depois são distribuídos pelo Conselho Pontifício "Cor Unum", segundo as indicações recebidas do Papa.

Desse modo, como explicam as fontes de "Cor Unum" a ZENIT, o Papa "manifesta a proximidade espiritual e paternal da Igreja universal às populações dos países em desenvolvimento, alentando seu progresso integral e contribuindo para o financiamento de projetos que favoreçam crianças, mulheres, idosos, deficientes e os mais necessitados".

Em 2009, o Papa pôde distribuir 1.869.000 dólares entre 25 países, que enfrentaram emergências (calamidades naturais ou provocadas pelo homem).

Bento XVI apoia também o desenvolvimento humano integral, motivo para o qual destinou 2.304.000 dólares em projetos para 45 países em 2009.

O Conselho Pontifício "Cor Unum" disponibiliza contas correntes para que qualquer pessoa possa colaborar com esses gestos de caridade do Papa.

As contas são as seguintes:

Com transferência bancária em euros desde outros países:

Pontificio Conselho "Cor Unum" Conta corrente postal N. 603035 - Banco Posta, Poste Italiane S.p.A. - Viale Europa, 175 I-00144 Roma, Italia

Código BIC-SWIFT de Poste Italiane S.p.A.: BPPIITRRXXX - Indicar a motivação, nome, sobrenome e endereços.

Com transferência bancária em outras moedas (dólares americanos - USD, dólares australianos - AUD, dólares canadenses - CAD, libras británicasGBP, francos suíços- CHF, yenes japoneses - JPY) desde outros países:

Pontifício Conselho "Cor Unum"

Conta corrente postal N. 603035 Banco Posta, Poste Italiane S.p.A. Viale Europa, 175; I-00144 Roma, Italia

Código BIC-SWIFT da Banca Popolare di Sondrio: POSOIT22XXX

Indicar a motivação, nome, sobrenome e endereços.

Desde outros países em euros ou em outra moeda:

Pontifício Conselho "Cor Unum" Conta bancária N. 101010

Banca di Roma

Código internacional do banco (IBAN): IT93 J 03002 05008 000000 101010

Código SWIFT: BROMITR1204

Indicar a motivação, nome, sobrenome e endereços.

Com transferência bancária em euros da Itália:

Pontifício Conselho "Cor Unum" Conta corrente postal N. 603035

Banco Posta, Poste Italiane S.p.A.

Viale Europa, 175

I-00144 Roma, Italia

Código internacional do Banco (IBAN):

IT20 S 07601 03200 000000 603035

Indicar a motivação, nome, sobrenome e endereços.





Residência de verão do Papa oferece vistas “encantadoras”

Bento XVI continua o descanso, oração e trabalho em Castel Gandolfo

CASTEL GANDOLFO, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - "As vistas são encantadoras desde todas as direções", explica o diretor da vila pontifícia de Castel Gandolfo, Saverio Petrillo, ao descobrir a residência de verão do Papa diante dos microfones da Rádio Vaticano.

Seguindo uma tradição que já dura 400 anos, Bento XVI está em Castel Gandolfo desde o dia 7 de julho.

Diferente de anos anteriores, não escolheu as montanhas para passar um período de seu descanso anual, mas dirigiu-se diretamente à residência de verão onde mantém um horário que inclui um tempo para escrever.

Urbano VIII (papa entre 1623 e 1644) foi quem estabeleceu a residência papal de verão nas vilas pontifícias.

"Os espaços verdes dominam e as vistas são encantadores desde todas as direções - indica - tanto desde o lado do mar Tirreno, visível no horizonte, como desde as margens do lago (Albano)."

Petrillo elogia, inclusive, "a vista da cidade de Albano, com sua pequena praça característica, enfeitada com antigas lojas que não perderam seu encanto com o tempo".

Convidado de honra

Um pároco local afirma que os residentes da região sempre dão as boas vindas ao Papa com entusiasmo.

Os horários das missas são mudados para que as pessoas possam unir-se ao Pontífice na oração do Ângelus ao meio dia dos domingos.

Este encontro semana tem sido, de fato, a única audiência pública do Papa em julho. As audiências gerais das quartas-feiras são suspensas até dia 4 de agosto.





Mundo



Patriarca Kirill compartilha visão do Papa em muitos assuntos

Sobre o sacerdócio feminino e a homossexualidade, entre outras questões

MOSCOU, terça-feira 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - O Patriarca Kirill, de Moscou e de todas Rússias, compartilha a visão do Papa Bento XVI em muitas questões atuais, especialmente do tipo moral e eclesial.

Assim afirmou o próprio em declarações realizadas por ocasião de sua viagem à Ucrânia e recolhidas pela agência russa Interfax.

"Devo dizer que a postura do atual Papa Bento XVI dá lugar ao otimismo", disse numa entrevista concedida aos canais de televisão ucranianos na véspera de sua visita àquele país.

Relembrou aos jornalistas que o Papa é amiúde criticado por "teólogos liberais e meios de comunicação de massa liberais no Ocidente" por suas opiniões.

"Entretanto, em muitas questões públicas e morais, a abordagem do Papa coincide plenamente com a abordagem da Igreja ortodoxa russa. Isto nos dá uma oportunidade para promover os valores cristãos com a Igreja católica, particularmente nas organizações internacionais e na cena internacional", afirmou

Ao mesmo tempo, o Patriarca reconheceu que estão ocorrendo "fenômenos muito perigosos" no protestantismo contemporâneo, nos quais os cristãos "deixam que elementos pecaminosos do mundo entrem em seu interior, e justificam esses elementos se lhes são oferecidos pela sociedade secular" e como resultado "lemas filosóficos secularistas liberais se repetem dentro das igrejas protestantes e se enraízam no pensamento religioso".

Nesse sentido, referiu-se à questão da ordenação de mulheres, que aparece no Ocidente quando a noção secular dos direitos humanos é incorporada à teologia, às práticas eclesiais, afirmou.

"Outro assunto é a atitude relacionada à homossexualidade. A palavra de Deus é distorcida para agradar ao padrão secularista liberal. Está escrito muito claramente que se trata de um pecado", acrescentou.

O Patriarca dirigiu-se aos meios ucranianos recordando também a importância de que ambos os países, Rússia e Ucrânia, se integrem na Europa preservando sua "identidade nacional, cultural e espiritual".

"Trata-se de um grande desafio nas condições atuais da globalização. Devemos preservar a diversidade e a beleza do mundo de Deus e, ao mesmo tempo, promover a cooperação internacional e o bom relacionamento pacífico entre as nações", disse o Patriarca.

Em sua opinião, se russos, ucranianos e bielo-russos rejeitam seus "valores básicos", a provável destruição da "matriz nacional" será "uma grande catástrofe da civilização - semelhante à perda da identidade de outras nações".

"O mundo seria unificado e horrível, o mundo será facilmente manipulável. Por quê? Porque esta cultura tradicional espiritual da maioria da população é o critério principal para distinguir o bem do mal", acrescentou o primaz da Igreja ortodoxa russa.





África-Itália: cenários migratórios

Apresentado em Roma relatório da Cáritas sobre imigração

Por Chiara Santomiero

ROMA, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A distribuição desigual de riqueza coloca 90% das estruturas produtivas nas mãos de um sexto da população mundial, enquanto quase a metade da população do continente africano é subnutrida.

A região subsaariana, onde se concentra um oitavo da população mundial - mais de 800 milhões de pessoas - dispõe de apenas 2,1% da riqueza mundial, com uma renda per capita cerca de 20 vezes menor que a da União Europeia. A taxa de desemprego juvenil chega a 60%, e a agricultura permanece a atividade principal de cerca de 70% da população economicamente ativa.

Estes são alguns dos dados evidenciados pelo relatório da Cáritas/ Imigrantes "África-Itália: cenários migratórios", apresentado em Roma, em 16 de julho.

Mais de 60 autores contribuíram para a elaboração do texto, publicado com a contribuição do Fundo europeu para a Integração de Cidadãos de Países Terceiros. O relatório aborda a situação atual no continente africano e analisa os fluxos migratórios com a Itália, sintetizando os resultados de estudos conduzidos por diversas instituições de pesquisa italianas e africanas.

A iniciativa se insere no contexto das diretrizes formuladas durante a segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos de 2009.

Segundo o texto, "a imigração insere-se nas estratégias de sobrevivência adotadas por indivíduos e nas estratégias de apoio ao crescimento dos países africanos, evidenciando a inconsistência da tese de que ‘bastaria ajudá-los em sua própria casa'". O documento destaca ainda que, em 2009, a Itália destinou "menos de 0,2% de seu PIB para projetos de cooperação e desenvolvimento".

"Dos quase 5 milhões de africanos que vivem na UE - informa o relatório -, cerca de um quinto encontra-se na Itália". Os africanos representavam, em 2009, cerca de 22,4% do total de estrangeiros residindo na Itália.

As mulheres constituem 39,8% do total, mas com notáveis diferenças entre as comunidades de diferentes origens: 21% dos senegaleses, e 73% daqueles provenientes de Cabo Verde.

"De cada 10 imigrantes africanos, 7 são de origem norte-africana e quase cinco provêm de Marrocos", assinala ainda o relatório.

Mais de meio milhão de trabalhadores africanos estão inseridos no sistema produtivo italiano, especialmente nos setores de construção civil, agrícola e pesca, além do trabalho doméstico para as mulheres.

"Somos pessoas que vivem há muito tempo na Itália, e estamos destinados a viver aqui ainda por muitos anos", disse Stephen Stanley Okey Emejuru, do Fórum Intercultural da Cáritas diocesana de Roma, ao intervir durante a apresentação do relatório. "Esta ligação com a Itália exige espaços mais amplos de participação, porque sem participação não há cidadania", declarou.

"Desejamos poder ser ex-imigrantes para nos tornar novos cidadãos, especialmente para nossos filhos, nascidos na Itália e para os quais a Itália é sua terra natal, ainda que sejam de origem africana".

A presença africana na Itália está destinada a crescer. Para 2050, de acordo com as tendências atuais, estima-se uma presença de 12,3 milhões de estrangeiros, dos quais quase 3 milhões serão de origem africana.

"O êxodo dos africanos - adverte o documento da Cáritas - pode representar um fator de sucesso para os indivíduos protagonistas e de esperança para os respectivos países, desde que não se reduza a uma simples fuga de cérebros, e de que a ajuda financeira enviada pelos trabalhadores seja aplicada em iniciativas produtivas".

Nesta perspectiva, "o apoio à integração dos imigrantes africanos, com um quadro claro de direitos e deveres, representará uma contribuição para o crescimento do continente".

"A solidariedade - disse Vittorio Nozza, secretário da Cáritas italiana, no encerramento do evento - não se reduz a uma forma de compaixão; é, ao contrário, assumir a responsabilidade em prol do bem comum".

Os países em desenvolvimento devem ser acolhidos como parceiros, coprotagonistas de seu futuro e do futuro da humanidade.





Atentado contra convento feminino no México

GUADALAJARA, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org - El Observador) - Na madrugada da última quarta-feira, sem até agora conhecer o motivo dos fatos, foram lançadas quatro granadas contra uma casa de retiro e convento da Igreja Católica, localizada na região de Las Pintas, nos limites dos municípios de Salto e Tlaquepaque, que fazem parte da região metropolitana de Guadalajara.

As autoridades de segurança pública do Estado de Jalisco informaram que após os atentados não houve feridos e só uma das quatro granadas de fragmentação lançadas contra os recintos católicos detonou.

De acordo com a versão dada pelas moradoras do convento e casa de retiro espiritual, as granadas que não explodiram foram encontradas na quarta-feira, ainda que no transcorrer da noite de terça para quarta-feira ouviram uma detonação à qual não deram importância.

As primeiras hipóteses indicam a autoria do atentando por parte do crime organizado, em busca de criar um ambiente de terror nas grandes capitais do México, na disputa dos mercados de drogas. Habitualmente nesses casos, a mobilização do exército e polícia foi muito intensa.

A casa de retiros que foi objeto dos atentados no templo católico sofreu danos estruturais, no entanto, a magnitude do ataque parece indicar às autoridades policiais sobre uma escalada de violência contra a Igreja nessa metrópole onde se concentra o maior número de seminaristas e sacerdotes do país.





Internet ajuda no desenvolvimento de Uganda

Projeto da arquidiocese de Gulu

GULU, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Dar aos mais pobres da zona rural do norte de Uganda uma voz através da internet, que impulsione a alfabetização e o desenvolvimento. Esse é o objetivo de um projeto iniciado em 2005 na arquidiocese de Gulu.

“As pessoas podem agora entrar em contato com comunidades vizinhas ou ONGs no exterior. Em casos de violações dos direitos humanos, podem denunciar imediatamente”, afirma John Bosco Komakech Aludi, diretor da Cáritas Gulu.

“É também um meio para despertar a consciência sobre problemas similares no exterior e melhorar a educação”, disse.

Os beneficiários do projeto pertencem a áreas rurais do norte de Uganda. Muitos não têm acesso à eletricidade. Nesse contexto, os computadores funcionam com pequenos painéis solares que geram a energia necessária para o funcionamento das máquinas.

“Quando os jovens veem o que a internet pode oferecer-lhes, muitos fazem um esforço para melhorar suas habilidades de leitura”, afirma o diretor da Cáritas.

Atualmente, o programa, que se chama “BOSCO Uganda” proporciona conexão sem cabo de alta velocidade a 22 websites, nos distritos de Amuru e Gulu. Os computadores foram entregues a grupos de jovens em escolas, paróquias e ONGs. Os próprios usuários tornam-se responsáveis pelo equipamento.

“BOSCO Uganda” deve-se estender a outras regiões do país e também ao Sudão. Recentemente, o programa recebeu o prêmio “Rompendo Fronteiras 2010”, que reconhece grupos ou indivíduos que usam a internet para promover a liberdade de expressão.

(Nieves San Martín)





Em foco



Ciclo de concertos para preparar a Jornada Mundial da Juventude

Parte do que for arrecadado irá para o Fundo de Solidariedade

MADRI, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Obras de Beethoven, Mozart o Bach farão parte da trilha sonora que acompanhará os preparativos da Jornada Mundial da Juventude. A JMJ assinou um convênio com a Fundação Excelentia, que organizará quatro concertos nos próximos meses com o objetivo de informar a sociedade sobre a Jornada Mundial.

Esta é uma das muitas iniciativas culturais que serão desenvolvidas ao longo do ano para promover a Jornada – informa a Assessoria de Imprensa da JMJ. Parte do que for arrecadado por estes concertos será destinado ao Fundo de Solidariedade, constituído para que jovens de países menos favorecidos economicamente que queiram participar da JMJ possam cumprir seu desejo.

Os quatro concertos terão lugar no Auditório nacional de Madri, entre outubro de 2010 e junho de 2011. As entradas estão à venda desde este mês de julho. As orquestras que interpretarão diferentes obras são a Orquestra Clássica Santa Cecília, a European Royal Ensemble e a Orquestra Filarmônica Excelentia.

Este ciclo começará no dia 6 de outubro de 2010, e oferecerá grandes obras do repertório clássico como a 5ª Sinfonia de Beethoven, o concerto para piano nº 21 de Mozart, o concerto para piano nº 2 de Rachmaninov ou a 9ª Sinfonia de Beethoven. No último concerto, que se celebrará dia 23 de junho de 2011, poderão apreciar-se também obras corais como os coros de O Messias de Haendel.

A direção dos diferentes concertos estará a cargo de diretores convidados procedentes do mundo todo como Janos Kovacs, Stephen Layton, Darrell Ang ou o espanhol Cristóbal Soler. Serão obras de grande envergadura e de repertório conhecido do público e que tentarão mostrara JMJ através da beleza da música.

A Fundação Excelentia (www.fundacionexcelentia.org) é uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é a difusão e promoção das artes musicais em todas as suas variações.

Poucos dias antes da celebração do primeiro concerto haverá um encontro para apresentar o programa.

As obras que serão interpretadas nos quatro concertos são as seguintes:

6 de outubro de 2010, 19:30h. Orquestra Clássica Santa Cecília. Diretor: Cristóbal Soler

Eleuterio Domínguez, piano. L. v. Beethoven Egmont, abertura; W. A. Mozart, Concerto para piano, nº 21; L. v. Beethoven, Sinfonia nº 5.

9 de fevereiro de 2011, 19:30h. Orquestra Filarmônica Excelentia. Diretor: Darrell Ang.

Domenico Codispoti, piano. Beethoven, abertura; Leonor III Rachmaninov, Concerto nº 2 para piano e orquestra; A. Dvorák, Sinfonía nº 9 "Do novo mundo".

29 abril de 2011, 19:30h. Orquestra Clássica Santa Cecília. Diretor: Janos Kovacs.

L. v. Beethoven, Sinfonia nº 9 "Coral".

23 junho de 2011, 19:30h. European Royal Ensemble. Diretor: Stephen Layton. J. S. Bach, Jesus bleibet meine Freude, Cantata BWV 147; J. S. Bach, Jesus, meine Freude Motete BWV 227; J. S. Bach, Lobet den Herrn, alle Heiden; G. F. Handel, Coros de "O Messias"; W.A. Mozart, Missa da Coroação.





Índia: morre Ir. Nancy Pereira, a religiosa do “Banco dos Pobres”

Financiou os marginalizados e fundou grupos de ajuda para as mulheres

BANGALORE, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Morreu na Índia a Ir. Nancy Pereira, religiosa fundadora do “Banco dos Pobres”, instituição ao estilo dos microcréditos do Grameen Bank. Ela financiou e assessorou os marginalizados na gestão de créditos e fundou grupos de auxílio ao desenvolvimento das mulheres.

Ir. Nancy Pereira, das Filhas de Maria Auxiliadora, faleceu aos 86 anos, no dia 14 de julho, em sua comunidade em Bangalore.

Seu nome era famoso. No início dos anos 90, ela pôs em marcha em Bangalore um “Fundo para os Pobres”, reelaborando o exemplo do Grameen Bank de Bangladesh.

Os clientes deste singular banco deveriam ser os pobres dos subúrbios e das aldeias, os marginalizados, que assim tinham uma oportunidade para iniciar uma nova vida. João Paulo II a denominou “empresária dos pobres”.

Quem desejasse um crédito tinha de demonstrar ter economizado com constância, em um ano, uma pequena soma. Além disso, deveria participar dos encontros do grupo de gestão dos créditos. A taxa de juros era apenas a necessária para cobrir os gastos de gestão.

O projeto do Banco dos Pobres implica toda a família e reconhece as exigências de cada membro. Paralelo a ele havia um programa de educação integral das famílias, que acabou favorecendo o desenvolvimento de aldeias inteiras.

Uma nota da congregação das Filhas de Maria Auxiliadora afirma que Ir. Nancy “estava plenamente convencida de que sua vocação era estar com os pobres e dedicar-se a servi-los. E isso com alegria, implicando muitas pessoas em seus projetos de bem”.

“Desprendida de si mesmo, ela vivia pobre para enriquecer os indigentes”, diz o texto.

“Com sua criativa solidariedade, fundou numerosos grupos de ajuda à promoção das mulheres e elaborou programas de geração de lucros para que os pobres pudessem ter uma existência digna, alcançando a autonomia econômica.”

Durante sua vida, Ir. Nancy recebeu cinco prêmios internacionais por seu serviço aos pobres.

(Nieves San Martín)





Dom Bosco, padroeiro do futebol?

Proposta de um jornalista austríaco

VIENA, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) – O jornalista Albert Christian Sellner propôs nas páginas do jornal austríaco Der Standard que Dom Bosco seja nomeado padroeiro do futebol, sugerindo ao Papa tornar-se promotor deste reconhecimento.

É o que afirma um comunicado da agência de notícias salesiana (ANS), recordando que, na edição de 3 e 4 de julho, Sellner constatava que muitos atletas do futebol rezam e olham para os céus durante suas atividades esportivas. Segundo ele recorda, falta um patrono oficial para a profissão.

“Apesar da FIFA proibir o uso de símbolos e gestos religiosos, a maioria dos jogadores parece não fazer caso e ostenta publicamente sua fé”, afirma.

Maradona, por exemplo, andava o tempo todo com um terço nos jogos da Argentina, na Copa da África do Sul.

Ainda que uma ou outra categoria esportiva tenha um patrono próprio, como São Sebastião, por exemplo, para os atletas, o futebol especificamente carece de santo protetor.

As equipes nacionais, recorda ANS, poderiam fazer referência aos santos de cada país, como Inglaterra a São Jorge, França a Santa Joana D’arc, Itália a São Francisco de Assis.

Para Sellner, o padroeiro do futebol deveria ser Dom Bosco, porque as características desse esporte, “juventude, amizade, alegria, arte, festa”, estão presentes em sua figura.

Segundo Sellner, já que João Paulo II declarou Dom Bosco “pai e mestre dos jovens”, Bento XVI teria a oportunidade de conquistar méritos no mundo do futebol proclamando o santo como patrono desse esporte.

A proposta de Sellner “honra a grande contribuição que Dom Bosco e seus salesianos deram ao esporte como ferramenta de educação e promoção humana, sublinhando mais o valor agregacional que o competitivo”, afirma a agência salesiana.





Entrevistas



Continua diálogo com anglicanos apesar dos obstáculos

Fala Dom Farrell, secretário do dicastério para a unidade dos Cristãos

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 20 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A Igreja da Inglaterra decidiu, no dia 12 de julho, depois de uma votação apertada, que as mulheres podem ser consagradas como bispos, como já ocorre em outras Igrejas anglicanas.

Ainda que a decisão deva ser referendada dentro de um ano por outro Sínodo similar, trata-se de uma vitória que marca um ponto de inflexão importante dentro da história da Igreja da Inglaterra. O Sínodo rejeitou as "soluções" conciliadoras entre ambas tendências propostas pelos arcebispos de Canterbury e York, Rowan Williams e John Sentamu.

Esta decisão levanta obstáculos ulteriores ao diálogo ecumênico, como reconheceu Dom Brian Farrell, secretário do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos nesta entrevista concedida à ZENIT.

Outra consequência, que Dom Farrell matiza prudentemente, poderia ser a aproximação à Igreja católica de alguns grupos contrários à ordenação de mulheres, como já ocorreu nos estados Unidos e na Austrália.

De fato, o reverendo David Houlding, importante membro do Grupo Católico do Sínodo, afirmou, como informa ICN, que os chamados "tradicionalistas" estão ficando "sem opções", e que logo deverão tomar "decisões duras" sobre seu futuro.

"Eu fico na Igreja da Inglaterra até o momento em que me expulsem. Não sairei voluntariamente, irei se for obrigado. Quanto mais isso procede da maneira atual, maior é a sensação de que a porta está se fechando", afirmava Houlding.

Dom Farrell afirma que é difícil prever movimentos nesse sentido, já que todos os "tradicionalistas" são próximos da Igreja católica. Em todo caso, reiterou, a Santa Sé "seguirá adiante" com o diálogo ecumênico.

ZENIT: O Sínodo anglicano de York aprovou a ordenação de mulheres bispo, decisão que está se impondo paulatinamente em toda a Comunhão Anglicana, contra o parecer das comunidades chamadas tradicionalistas. Esta decisão pode ser considerada firme, ainda que a votação definitiva será somente em 2012. Pode haver alguma mudança ou essa decisão é definitiva?

Dom Brian Farrell: o Sínodo que acaba de ser celebrado em York é o Sínodo da Igreja da Inglaterra e não possui autoridade fora daquele país, nem sequer no País de Gales ou na Escócia. A Comunhão Anglicana está composta por 38 províncias independentes, das quais a Inglaterra é uma. Várias províncias já têm bispos mulheres. Tratava-se no Sínodo de introduzir a legislação que permita isso na Inglaterra e certamente o processo continuará, porque a maioria quer isso.

ZENIT: Uma das grandes "derrotas" deste Sínodo foi a da solução de compromisso proposta pelos arcebispos de Canterbury e de York. Muitos analistas, depois da votação, acreditaram que a comunhão entre anglicanos estava rompida. É assim?

Dom Brian Farrell: A situação é muito complexa e até paradoxal. Se se tivesse aceitado o compromisso, se estaria diante de uma situação na que, por exemplo, uma paróquia ou um grupo poderia rejeitar a autoridade de seu bispo diocesano mulher e colocar-se sob a autoridade de outro bispo homem. Assim, essa paróquia não estaria em comunhão com as outras paróquias da mesma diocese. De certa forma isso seria m cisma estrutural, ainda que não se chame assim..

Agora, neste momento, esse modo de proceder não é possível, e a paróquia tem somente a opção de ficar em comunhão com seu próprio bispo ou sair da Igreja da Inglaterra. Falando com precisão, isso ocasionaria a perda de membros, mas não um cisma dentro da igreja da Inglaterra.

ZENIT: O Vaticano, em encontros anteriores, tinha advertido que a decisão de consagrar bispos mulheres comprometia o diálogo ecumênico com a Igreja católica. Qual é a situação atual do diálogo, depois da decisão do Sínodo?

Dom Brian Farrell: Todas as Igrejas do primeiro milênio, católica, orientais e ortodoxas afirmaram que somente homens podem ser ordenados. Essas Igrejas vêem a ordenação da mulher como um abandono ilegítimo da Tradição autêntica.

Pelo que se refere ao diálogo ecumênico, como se disse anteriormente, algumas províncias anglicanas possuem há algum tempo mulheres bispos e o diálogo continuou.

Naturalmente, o diálogo deve tratar dessa situação e reconhecer que se criou um obstáculo enorme para a consecução da finalidade do diálogo em si, que seria a comunhão eclesial total e visível. O diálogo católico-anglicano continuará dentro destes parâmetros.

ZENIT: Várias informações manifestam a possibilidade de que grupos tradicionalistas se acolham Anglicanorum Coetibus e entrem em comunhão com a Igreja Católica. Inclusive existem informações sobre um grupo de sacerdotes anglicanos que já teria se colocado em contato com um bispo católico. É previsível um movimento nesse sentido?

Dom Brian Farrell: O que será a realização concreta do previsto na Anglicanorum Coetibus ainda está por ver-se. Qualquer pessoa que professe a fé católica e não tenha impedimentos pode pedir para entrar na comunhão católica. Anglicanos ou ex-anglicanos podem entrar nesta comunhão através da jurisdição que permite a preservação de alguns elementos da tradição anglicana. Como podem também pedir, simplesmente, ser recebidos na paróquia católica local.

Um particular problema de discernimento apresenta-se quando se trata de grupos. Não todos os grupos têm a mesma "consistência eclesial". Definitivamente corresponde à Conferência Episcopal de um país ou região estudar bem o que se pode e se deve fazer. Não posso prever se serão muitos ou poucos.

O que é conveniente relembrar é que os que alguns chamam "anglicanos tradicionais" costumam ser da parte evangélica da Comunhão Anglicana e, portanto, afastados da Igreja católica por suas convicções eclesiológicas.

ZENIT: Por último, com que sentimento recebe a Santa Sé e, em particular, o dicastério para a Unidade dos Cristãos, a decisão do Sínodo de York?

Dom Brian Farrell: Não há que exagerar-se o efeito. Lamentamos que a Comunhão Anglicana tenha deixado neste ponto o que consideramos a Tradição essencial da Igreja desde a origem. Mas o processo começou há bastante tempo. Continuaremos o diálogo ecumênico com o realismo que acolhe a realidade como é e tem a consciência de que o cominho por diante será longo e árduo. Sabendo, entretanto, que o diálogo é uma tarefa imposta pelo próprio Cristo e sustentada pela graça do Espírito Santo, alma da Igreja de Cristo.




Data :- 20/07/2010


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