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Notícias da Igreja no Brasil e no Mundo

Santa Sé
Bento XVI visitará povoado em que Leão XIII nasceu
Brasil: novo Ordinário para católicos de rito oriental
Mundo
Cardeal da Venezuela defende liberdade perante Assembleia Nacional
América: buscar novos caminhos de presença no mundo do trabalho
Sudão: da transição à reconciliação
Egito: nova igreja poderá ser construída sem burocracia
Iraque chora morte de bispo “sempre sorridente”
Crescem os ataques a cristãos na Indonésia
Em foco
Oração faz parte da vida cristã, lembra cardeal
O amor familiar vence desafios impossíveis
Entrevistas
“A comunidade católica na Abcásia foi abandonada à própria sorte”
Testemunho
Lembranças de Segundo Galilea, dois meses após sua morte
     Santa Sé



Bento XVI visitará povoado em que Leão XIII nasceu

No bicentenário do Papa da “Rerum Novarum”

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI visitará o município romano de Carpineto, na manhã do próximo dia 5 de setembro, por ocasião do bicentenário do nascimento do seu vizinho mais ilustre, Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci, que foi papa com o nome de Leão XIII.

Segundo publica hoje L'Osservatore Romano, está previsto que Bento XVI chegue de helicóptero às 8h45, saindo de Castel Gandolfo. Será acolhido por Dom Lorenzo Loppa, bispo de Anagni-Alatri, pelo presidente e por outras autoridades, após aterrissar no estádio local, Galeotti.

Seguidamente, o Papa celebrará a Missa na Praça Monti Lepini, no centro de Carpineto Romano. Após concluí-la e cumprimentar cerca de 30 pessoas em representação dos cidadãos, está previsto que volte de helicóptero a Castel Gandolfo para o almoço.

Será a terceira visita de um papa contemporâneo a esta pequena localidade italiana de menos de 5 mil habitantes. O primeiro foi Paulo VI, no dia 11 de setembro de 1966, ao concluir o 75º aniversário da publicação da encíclica Rerum Novarum.

Posteriormente, no dia 1º de setembro de 1991, também João Paulo II visitou Carpineto, para comemorar o centenário da publicação da famosa encíclica, e celebrou a Missa no mesmo lugar onde Bento XVI o fará.

Leão XIII

Giovanni Pecci nasceu em Carpineto Romano (naquele então, nos Estados Pontifícios), da família dos condes Pecci. Em 1943, foi ordenado arcebispo ad personam e enviado como núncio à Bélgica. Posteriormente, foi nomeado bispo de Perusa e cardeal, e eleito papa depois de Pio IX, em 1878.

A ele não se deve somente a primeira grande encíclica social cristã, Rerum Novarum, que tão profundamente marcou o magistério dos papas posteriores, mas também uma importante abertura ao mundo científico e uma difícil tarefa de mediação diplomática nos conflitos entre países.

Leão XIII fundou centros de estudo teológicos e escriturísticos e abriu os arquivos vaticanos a pesquisadores católicos e não-católicos. Foi o primeiro papa em ser gravado com um cinematógrafo, assim como o primeiro impulsor do diálogo ecumênico.

Segundo recordou em sua visita o Papa Paulo VI, "duas coisas caracterizaram os 25 anos de pontificado de Leão XIII: a primeira foi a vigorosa afirmação da piedade pessoal, que completa o culto litúrgico. A outra é a doutrina social cristã".

"O culto ao Sagrado Coração, a oração do terço, a devoção a São José estão diretamente ligadas à obra e ao ensinamento de Leão XII", explicava então o Papa Montini.

Mas sobretudo o que destacou do pontífice carpinetano foi o impulso que deu a uma Igreja "destituída dos seus apoios temporais, diminuída em seu prestígio".

"Isolado do mundo, em um clima de ruptura e de distância, de intensas polêmicas, de anticlericalismo", Leão XIII ofereceu ao mundo "as grandes encíclicas sobre os valores perenes da liberdade, da democracia e sobretudo da questão social. A defesa dos humildes e dos pobres não havia encontrado jamais antes uma voz tão autorizada".

Depois de 25 anos, João Paulo II disse dele que, "em um período histórico caracterizado por profundas transformações culturais e agudas tensões sociais provocadas pela nova relação entre capital e trabalho, Leão XIII quis dar, em um campo tão importante, uma formulação clara ao pensamento da Igreja".

"Ele o fez com valor, quase desafiando não somente o mundo leigo, mas a própria consciência do mundo católico. E com sua intervenção profética, favoreceu a consolidação da doutrina social cristã."





Brasil: novo Ordinário para católicos de rito oriental

Dom Walmor de Azevedo sucede ao cardeal Eusébio Scheid

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Segundo a Santa Sé informou nesta quarta-feira, Bento XVI nomeou o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, como novo Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes no Brasil e desprovidos de Ordinário do próprio rito.

O arcebispo de Belo Horizonte sucede na função ao cardeal Eusébio Oscar Scheid, arcebispo emérito do Rio de Janeiro.

Dom Walmor, 56 anos, é arcebispo de Belo Horizonte desde 2004. Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana, é presidente do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) e da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. Desde 2009 é também membro da Congregação para a Doutrina da Fé.



Mundo



Cardeal da Venezuela defende liberdade perante Assembleia Nacional

Após a crise aberta pelos insultos do presidente ao arcebispo de Caracas

CARACAS, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) - O cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo de Caracas, defendeu a liberdade garantida pela Constituição da Venezuela, ao intervir ontem perante a Comissão Coordenadora da Assembleia Nacional.

Sua presença havia sido pedida pela deputada Cilia Flores, presidente do Corpo Legislativo, depois de declarações públicas do purpurado nas quais havia constatado a vontade do presidente Hugo Chávez de instaurar no país o socialismo marxista e de expressar suas reservas, assim como o resto do episcopado, sobre algumas das leis promovidas pelo executivo.

As declarações do cardeal haviam suscitado insultos por parte do presidente Chávez e de expoentes de sua linha política, motivo pelo qual a deputada Flores considerou oportuno oferecer ao cardeal uma oportunidade para esclarecer suas posições.

Ao sair do encontro, realizado a portas fechadas, o cardeal Urosa qualificou o diálogo de cordial, sereno, com grande franqueza e, às vezes, "duro, mas com muito respeito".

Recordou que os bispos venezuelanos, em cumprimento de sua missão, têm o direito e o dever de "iluminar" seus fiéis e a isso dedicou em boa parte sua intervenção.

Em defesa da liberdade garantida pela Constituição

"Emiti minhas apreciações como cidadão venezuelano dentro dos direitos que me são outorgados pela Constituição - afirmou. Por isso, exijo que cessem os ataques contra a minha pessoa que se difundem em alguns programas de meios de comunicação do governo."

Recordou que "opinei que o presidente Chávez quer levar o país pelo caminho do socialismo marxista. Pois bem: eu não disse nada novo, pois o presidente, em várias ocasiões, afirmou ser marxista, como fez, por exemplo, nesta Assembleia em 15 de janeiro de 2010, e está decidido, repete-o permanentemente, a converter a Venezuela em um Estado socialista".

Segundo o cardeal, "levar-nos por este caminho implicaria em deixar de lado importantes princípios consagrados na atual Constituição".

"O Estado socialista marxista é totalitário, pois ocupa todos os espaços, assim como aconteceu nos países submetidos ao regime socialista ou comunista, como os da Europa Central, da União Soviética no passado, e Cuba ainda no presente", afirmou.

Mas o prelado não só defendeu seu direito à liberdade de expressão, mas também defendeu este direito para os demais representantes da Igreja e, em última instância, para todo cidadão.

Por este motivo, afirmou que algumas das leis promovidas pelo governo vão contra a Constituição, como declararam algumas das instituições de maior prestígio do país, em referência à Lei do Conselho Federal de Governo, a Lei de Reforma da Lei Orgânica de Descentralização, Delimitação e Transferência de Competências do Poder Público; a Lei Orgânica de Educação; a Lei da Força Armada Nacional Bolivariana; a Lei sobre a Organização e Regime do Distrito Capital; a Lei para a Defesa das Pessoas no Acesso aos Bens e Serviços; a Lei Orgânica de Processos Eleitorais; e o atual Projeto de Lei de Comunas.

"Em geral, essas leis afetam o pluralismo político, fundamental para a vida democrática, pois incorporam a concepção socialista, para implantar uma pátria socialista, o que consagra como obrigatória para todos os venezuelanos uma ideologia, um sistema e um partido, o qual é alheio ao espírito e à letra da Constituição, que fala de Estado social de direito e de justiça, e propugna como um dos valores fundamentais o pluralismo político", afirmou.

Estas leis, acrescentou, "seguem uma linha de centralização do poder, contra o federalismo e a descentralização, o que vulnera as capacidades de ação dos venezuelanos da província".

"Todas estas leis seguem a linha de dar mais poder ao governo central e à presidência da República, em detrimento das capacidades e do poder do povo, das pessoas, das regiões, da família, do cidadão, e consagram um Estado e um governo cada vez mais poderosos acima da ação e iniciativa das pessoas, dos cidadãos comuns."

Ao concluir, reafirmou, "junto com meus irmãos, os bispos da Igreja Católica na Venezuela, nossa opção pelos pobres, nossa atitude de disposição ao diálogo, de serviço ao povo venezuelano, de participação no âmbito dos direitos que nos são outorgados pela Constituição, e em cumprimento do nosso dever como pastores ao serviço do Povo de Deus, sem discriminações políticas nem de ordem alguma, que vive em concreto em condições históricas, sociais, econômicas e políticas que todos temos de procurar melhorar".





América: buscar novos caminhos de presença no mundo do trabalho

Seminário sobre a Pastoral do Trabalho em uma economia globalizada

SANTIAGO DO CHILE, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Em Santigado do Chile está sendo realizado, de 26 a 30 de julho, o seminário "A pastoral do mundo do trabalho em uma economia globalizada", com o objetivo de apoiar as conferências episcopais na organização e fortalecimento da pastoral do mundo laboral, incluindo os trabalhadores informais e os desempregados.

Nesta iniciativa, promovida pelo Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), participam 35 pessoas provenientes de 14 países da América Latina e do Caribe, informa a ZENIT Enrique Quiroga, do Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM.

Os conteúdos do seminário se orientam a fazer uma análise da situação em que se encontra a Pastoral do Trabalho em cada uma das conferências episcopais; iluminar com a Palavra de Deus e a Doutrina Social da Igreja, com ênfase em Aparecida, para elaborar linhas comuns da Pastoral do Trabalho segundo o foco do discipulado missionário, estabelecendo bases e critérios comuns para a elaboração de uma guia da Pastoral do Trabalho.

O ato inaugural do seminário esteve marcado pelo calor do acolhimento da igreja chilena. Dom Pablo Lizama, presidente da Pastoral do Trabalho da Conferência Episcopal Chilena, deu as boas-vindas aos participantes, agradecendo pelo fato da igreja chilena ter sido escolhida como sede do seminário.

Dom José Luis Azuaje, responsável da Seção "Leigos Construtores da Sociedade", do Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM, inaugurou o seminário em um ambiente de grande fraternidade, destacando que "viemos de diversos países da América Latina e do Caribe, com a inquietude de compartilhar experiências e aprendizagens do que se está fazendo na dimensão da pastoral do mundo do trabalho e refletir sobre aspectos que nos ajudem a situar-nos na realidade na qual nos encontramos, vislumbrando, juntos, perspectivas para um melhor serviço a partir da nossa dimensão pastoral".

Explicou que o Departamento está organizado em 3 seções: Pastoral Social, Mobilidade Humana e Leigos Construtores da Sociedade. "Por meio dos programas desenvolvidos por cada uma destas seções, responde-se aos permanentes desafios da sociedade e permite-se que nos aproximemos das diversas dimensões sociais com a missão de fazer presente a Boa Notícia de Jesus Cristo em todos os âmbitos da sociedade", destacou.

Sublinhou que "o mundo do trabalho é muito complexo, tem a ver com a economia, a política, a empresa e a cultura, mas principalmente tem a ver com a família em seu desenvolvimento e perspectiva de futuro. Todas estas dimensões que conformam a sociedade têm um forte impacto na organização e fortalecimento no mundo do trabalho em nosso continente. Pretendemos refletir para nos aproximar-nos da realidade do mundo do trabalho e, com criatividade, encontrar novos caminhos de compromisso evangelizador nesta dimensão".

O ponto focal que marca o início deste seminário, sublinhou, "é impulsionado pela aterrissagem necessária do processo evangelizador da Igreja, na vida concreta dos trabalhadores e trabalhadoras a partir da compreensão do mistério da Encarnação do Filho de Deus em nossa história e cultura concretas".

Explicou que a realização do trabalho tem uma dupla vertente: a participação na obra criadora de Deus e no serviço aos irmãos e irmãs.

Citou o Documento de Aparecida: "Jesus, o carpinteiro (cf. Mc 6,3), dignificou o trabalho e o trabalhador e recorda que o trabalho não é um mero apêndice da vida, mas ‘constitui uma dimensão fundamental da existência do homem na terra', pela qual o homem e a mulher se realizam como seres humanos. O trabalho garante a dignidade e a liberdade do homem e é provavelmente a chave essencial de toda ‘a questão social'" (DA 120).

"Isso nos convida - disse - a entrar na íntima comunhão com Deus e na recriação do que Ele mesmo quer frente à dignificação das pessoas. O trabalho é essencial na vida pessoal e de serviço aos irmãos, é garantia de realização pessoal e comunitária."

"A opção preferencial pelos pobres e a situação de injustiça e pobreza que nossos povos vivem, manifestada nos rostos sofredores (cf. DA 402) - recordou - devem nos interpelar na busca de novas propostas pastorais nos diversos países, assim como no exercício da dimensão profética da Igreja, para compartilhar e acompanhar os que mais sofrem as injustiças do desemprego, do trabalho infantil e forçado, mulheres maltratadas e exploradas, como também a daqueles irmãos e irmãs que não têm segurança social ou se veem ameaçados por questões políticas ou ideológicas. São muitas as realidades de fora que esta dimensão expressa, mas muitas também são as oportunidades de serviço para a Igreja".

Concluiu convidando a "fazer as reflexões com plena liberdade, a partir das experiências pessoais e comunitárias, com um olhar atento ao que vai acontecendo na cultura da nossa época, tendo presente o objetivo de prestar uma eficaz ajuda às conferências episcopais do nosso continente. Precisamos escutar-nos a partir das diversas perspectivas dos nossos países. Há muita riqueza conceitual, assim como boas práticas pastorais nesta dimensão da vida das pessoas".





Sudão: da transição à reconciliação

Mensagem dos bispos ao país

JUBA, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A Conferência Episcopal do Sudão publicou uma mensagem de esperança e exortação à concórdia nacional, ao término de sua reunião plenária, em Juba.

O Sudão, manchado de sangue por um conflito que durou vinte anos, vive atualmente uma situação política e social de estabilidade precária, após as eleições do mês de abril, que confirmaram no poder o presidente Omar el Bashir e o presidente do Governo autônomo do Sudão do Sul, Salva Kiir, informou nesse domingo o jornal vaticano L’Osservatore Romano.

Em janeiro de 2005, em Nairobi, Quênia, foi firmado um acordo de paz (Comprehensive Peace Agreement) entre o Governo central e o Exército Popular de Liberação do Sudão (SPLA), que reconheceu o Governo autônomo do Sudão do Sul, com a previsão de um referendo para a proclamação de Independência.

Além disso, entre o Governo central e o SPLA, foi acordada a subdivisão dos lucros produzidos pelos ricas jazidas de petróleo no centro-sul do país. O Sudão conta com cerca de quarenta milhões de habitantes, dos quais 80% são muçulmanos e 17%, cristãos.

Agora os olhos do país e dos observadores internacionais apontam outro ponto fundamental até a democratização: o referendo, previsto para janeiro de 2011, que poderia, em caso de resultado positivo, permitir à região autônoma do Sudão do Sul ter sua independência.

Sobre o referendo, os bispos convidam todo o país a um forte compromisso, para que o processo de consulta possa ser realizado “de forma transparente e frutífera”. Os prelados afirmam que a Igreja está constantemente presente “no trabalho de construção da paz e reconciliação, em colaboração com as outras partes e na linha de uma doutrina social da Igreja”.

“Após séculos de opressão e de exploração, após decênios de guerra e violência que marcaram e feriram as vidas de muitas pessoas no sul e no norte do Sudão, sem nenhum respeito pela vida e pela dignidade; agora, a cinco anos da firma do Comprehensive Peace Agreement, alcançamos um ponto a partir do qual a mudança está próxima”, afirmam os bispos.

Qualquer que seja o resultado do referendo, especificam os prelados, as pessoas no poder estão convidadas a mudar suas mentalidades e a se esforçar pela pacífica convivência entre as diversas etinias.

Em especial, afirma-se a necessidade de que as autoridades do norte do Sudão “respeitem a liberdade e os direitos humanos, inclusive a liberdade de religião de todos os cidadãos” e que as autoridades do sul “tutelem os direitos das pessoas de outras regiões”.

Bento XVI, no discurso aos bispos do Sudão, em visita ad limina apostolorum, a 13 de março de 2010, destacou que, “se a paz implica estabelecer raízes profundas, temos de realizar esforços comuns para diminuir os fatores que contribuem com os conflitos, em especial a corrupção, as tensões éticas, a indiferença e o egoísmo.

(Nieves San Martín)





Egito: nova igreja poderá ser construída sem burocracia

CAIRO, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Os católicos no Egito têm neste momento uma oportunidade única de construir uma igreja, num país onde tal permissão pode levar até 30 anos e requer autorização do próprio presidente.

A nova igreja poderá ser construída imediatamente, na "Cidade Seis de Outubro", um centro de rápido crescimento situado ao sul da capital Cairo.

O bispo da diocese de Guizeh, Dom Antonios Aziz Mina, explicou à organização católica Ajuda à Igreja que Sofre que as autoridades egípcias abrem exceções para as estruturas eclesiásticas propostas para novas áreas urbanas.

O governo disponibilizou um terreno de 300 metros quadrados para a construção da igreja e de uma escola.

O prelado destacou a vitalidade da comunidade católica nessa área, especialmente dos jovens. “Nosso povo é muito forte em sua fé e sempre desejou uma igreja", explicou.

Ajuda à Igreja que Sofre, entre outras organizações, ajudará a tornar realidade este projeto, cujo custo está estimado em cerca de 700 mil dólares.

Criada no ano de 2003, a diocese de Guizé conta com menos de seis mil católicos e cinco seminaristas maiores. Ela forma parte da Igreja Católica Copta, composta por 250 mil pessoas num país de maioria muçulmana, onde Igreja cristã majoritária – a Igreja Ortodoxa Copta – tem entre 8 e 10 milhões de fiéis.





Iraque chora morte de bispo “sempre sorridente”

Dom Andreas Abouna, vida dedicada à Igreja

ROMA, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Morreu nessa terça-feira Dom Andreas Abouna, bispo auxiliar de Bagdá (Iraque), homem que dedicou a vida a servir uma Igreja afligida pela guerra, a opressão e crescentes dificuldades.

O prelado faleceu no hospital em Erbil, norte do Iraque. Tinha 67 anos e sofria de doenças renais.

Seus funerais iniciaram na noite dessa terça-feira, na catedral de St Joseph de Ankawa, próximo de Erbil, presididos pelo Patriarca caldeu Emmanuel III Delly.

Dom Bashar Warda, arcebispo de Erbil, descreveu Dom Abouna – em declarações à associação caritativa internacional Ajuda à Igreja que Sofre –, como um pastor “sempre sorridente, mesmo em situações muito difíceis”.

Andreas Abouna nasceu a 23 de março de 1943 no povoado de Bedar, nos arredores da cidade de Zakho, no norte do Iraque. Aos 14 anos, entrou no Seminário de St. Peter, naquela época situado em Mossul. Em 1966, foi ordenado sacerdote para a Igreja Católica Caldeia.

Após ter sido durante quase 25 anos pároco de várias igrejas no Iraque, em 1989 converteu-se em secretário pessoal do Patriarca católico caldeu Raphael I Bidawid.

Depois seguiu para Londres, onde lhe foi confiada a missão caldeia. Ali atuou durante 11 anos. Depois retornou a sua pátria e, um ano depois, em 2003, foi ordenado bispo, em Roma, por João Paulo II.

Poucas semanas depois do início de sua missão episcopal, a ditadura de Saddam Hussein foi derrubada, e várias regiões do Iraque, incluído Bagdá, caíram em desordem e violência.

Os cristãos sofriam nesse contexto de guerra. O bispo Abouna ajudou seu povo diante dos ataques com bombas contra as igrejas e as ameaças de violência contra os não muçulmanos. Houve um êxodo em massa entre os fiéis católicos.

Apesar de seu estado de saúde cada vez mais fragilizado, o prelado permaneceu em Bagdá, organizando atos para os jovens, quando as condições de segurança permitiam.

“O bispo Abouna era um homem muito bom e humilde, com uma mentalidade muito aberta”, recordou o arcebispo de Kirkuk, Dom Louis Sako.

“Ele de fato tomou conta de cada um de seus sacerdotes e sempre trabalhou pela unidade da Igreja”, acrescentou. “Espero que possa rezar por nós do céu”.





Crescem os ataques a cristãos na Indonésia

Em 2010 houve 28 incidentes, dez a mais que no ano anterior

JACARTA, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Os ataques contra os cristãos aumentaram consideravelmente na Indonésia em 2010, constata o Setara Institute for Peace and Democracy.

Neste ano, o instituto registrou 28 violações da liberdade religiosa em relação a diferentes Igrejas cristãs. Esse dado contrasta com os 18 incidentes registrados em 2009 e os 17, em 2008, informa a agência AsiaNews.

Bekasi é a cidade com mais incidentes (7), seguida da capital, Jacarta (6). Se continuar nesse ritmo, no final do ano o número de incidentes será três vezes maior que no ano passado.

Por outro lado, houve queda nos casos de violência contra os ahmadi, considerados hereges pelos muçulmanos, por venerar Mirza Ghulam Ahmad como último profeta depois de Maomé. Em 2009, eles sofreram 33 ataques. Neste ano, foram 4.

Os pesquisadores do instituto advertem que os ataques contra cristãos são ainda mais numerosos do que os registrados.

O vice-presidente do Setara, Bonar Tigor Naipospos, destacou que a polícia desempenha uma importante função nas violações da liberdade religiosa na Indonésia.

“Neste ano houve 12 incidentes relacionados com a proibição de construir igrejas ou o fechamento de lugares de culto por ordem dos chefes do distrito – explicou –. Os motivos alegados são sempre ‘pressão pública’”.

“Parece que as pessoas e o governo – afirma Naipospos – não se dão conta de que o direito a professar a própria religião, consagrado na Constituição, caminha ao lado do direito a ter um lugar de culto.”

Na opinião de Naipospos, “a culpa é de Jacarta, pois governa a questão da harmonia religiosa de maneira unilateral”.

No entanto, o governo defende-se. O presidente do Fórum para a tolerância religiosa e pesquisador chefe do Ministério de Assuntos Religiosos, Ahmad Syafi’i Mufid, afirmou que o Ministério é “o único que tenta prevenir o estouro de conflitos”.

Ele também defendeu as administrações locais, explicando que elas “estão confusas” e “recebem tantas informações que não conseguem saber quem tem razão e quem está equivocado”.

Nos primeiro meses de 2010, radicais islâmicos interromperam celebrações religiosas, impediram cristãos de ir à missa, destruíram locais de culto e barraram os trabalhos de construção de novas igrejas.

Neste mês, na noite do dia 9, enfrentamentos entre cristãos e muçulmanos em Jacarta deixaram três mortos, cinco feridos e sete casas incendiadas.

Entre 1999 e 2001, em Molucche, houve uma sanguinária guerra entre cristãos e muçulmanos, em eventos que deixaram milhares de vítimas, quase meio milhão de prófugos e centenas de igrejas e mesquitas destruídas.

Em fevereiro de 2002, chegou-se a uma trégua, firmada em Sulawesi do Sul, através de um plano de paz proposto pelo governo.

Os recentes atos violentos revelam as tensões entre cristãos e muçulmanos, após esse frágil tratado de paz de 2002.



Em foco



Oração faz parte da vida cristã, lembra cardeal

“Como Jesus, também nós podemos dirigir-nos a Deus como os filhos se dirigem ao pai”

SÃO PAULO, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – “Inegavelmente, a oração faz parte da vida cristã, desde a pregação de Jesus e dos apóstolos e desde os primórdios da Igreja.”

É o que destaca o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, em artigo na edição desta semana no jornal O São Paulo.

“Ao longo de toda a história da Igreja, a oração é uma das expressões mais evidentes da fé e da vida eclesial. Cristão reza; e quem não reza deixa de lado um aspecto importante da vida cristã”, afirma o arcebispo.

Segundo Dom Odilo, uma dos significados da oração “é traduzir em atitudes aquilo que se aprendeu sobre Deus e a fé: rezar é passar do crer intelectual ao relacionar-se com Deus.”

“Para saber se alguém tem fé, e que tipo de fé, basta observar se reza e como reza. Por isso é bem justificada a afirmação: lex credendi, lex orandi – o jeito de crer aparece no jeito de rezar e a oração é expressão do jeito de crer.”

Em nossa oração – prossegue o arcebispo – “não nos dirigimos a Deus de maneira abstrata, como se Deus fosse uma energia que pode ser capturada com palavras ou ritos mágicos; nem invocamos um poder impessoal com o fim de direcioná-lo e de obter os benefícios desejados”.

“Nossa oração tem base na graça recebida no Batismo, pela qual fomos acolhidos por Deus como filhos (‘filhos no Filho’) e recebemos o Espírito Santo, que nos ajuda a rezar como convém (cf Rm 8,26-27). Como Jesus, também nós podemos dirigir-nos a Deus como os filhos se dirigem ao pai, com toda confiança e simplicidade.”

“É belo pensar que não somos estranhos a Deus, nem Deus é estranho a nós; somos da ‘família de Deus’, a quem nos dirigimos com toda familiaridade.”

Por isso – afirma o cardeal –, “nossa oração se traduz em profissão de fé, adoração, louvor, narração das maravilhas de Deus, agradecimento, súplica, desabafo na angústia, pedido de perdão, intercessão pelos outros”.

“Filhos amados pelo pai e que lhe dedicam amor filial podem achegar-se ao colo do pai, falar-lhe livremente, chorar no seu ombro, sentir-se abraçados e envolvidos de ternura, até sem dizer uma palavra.”





O amor familiar vence desafios impossíveis

Filme “Um sonho possível” conta história de amor familiar

Por Antonio Gaspari

ROMA, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – No contexto do Fiuggi Family Festival, na Itália, foi projetado o dia 26 de julho o novo filme de John Lee Hancock, “The Blind Side” (“Um sonho possível”, EUA, 2009), estrelado por Sandra Bullock, que causou grande entusiasmo e foi aplaudido pela plateia.

Trata-se de fato de um filme extraordinário, que suscita risos e lágrimas de comoção.

O filme é baseado na história real de Michael Oher, um jovem negro nascido em condições dificílimas. Sem jamais ter conhecido o pai e com a mãe envolvida com drogas, Michael tem ao menos dez irmãos de pais diferentes.

Com a idade de sete anos, o pequeno Oher é separado de sua mãe e conduzido a um orfanato. É adotado por diversas famílias, das quais acaba sempre fugindo. Assim, cresce um rapaz de físico descomunal e imensa força, mas com o coração em frangalhos. Sem lar e sem família, num contexto social degradado marcado pelas drogas, pela prostituição e pela violência, a maior parte de seus amigos morre ainda jovem.

Na véspera do dia de ação de graças, Michael, conhecido por todos como Big Mike, caminha só e sem rumo pelas ruas de Memphis, até encontrar uma família – branca, rica e cristã – que o convida para passar a noite em sua casa.

Este encontro muda a vida de Michael - mas também e principalmente, da família que o encontrou.

Precisamente como ocorre em toda ação movida por um amor gratuito, a caridade transforma a vida e o coração de todos aqueles que a cultivam.

Michael é dócil, bom e protetor. A família decide adotá-lo, auxiliando-o nos estudos, busca estabelecer uma relação com a mãe natural; convida-o a crescer e não se isolar, incentivando-o a treinar futebol americano.

E assim, Michael cresce em proporção ao amor que recebe; um milagre de humanidade que libera toda a potencialidade do rapaz. O filme percorre toda a trajetória da história real de Michael Hoer, até que se torne um dos maiores jogadores de futebol americano dos EUA.

Por sua beleza e intensidade, “The Blind Side” foi premiado em 2009 com o Oscar de melhor atriz para Sandra Bullock, e foi indicado para o Oscar de melhor filme 2009. Sandra Bullock recebeu também Globo de Ouro de melhor atriz (categoria drama) por sua atuação, além do Critics Choiche Awards e o Screen Actors Guild Award.

O filme é único em seu gênero por revolucionar os habituais clichês e preconceitos ideológicos associados à imagem da família – especialmente a da família branca, rica e cristã do sul dos EUA.

No imaginário coletivo, esta família seria tipicamente racista e hipócrita, enquanto que a família retratada no filme ama profundamente o rapaz adotado a ponto de romper definitivamente com aqueles que ainda mantinham preconceitos.

A história de Michael mostra como nenhum obstáculo pode se contrapor à força do amor, e como o crescimento de uma família é capaz de mudar a sociedade.

Permanece inexplicável o fato do filme, sucesso de bilheteria nos EUA, não ter encontrado um distribuidor para ser exibido nos cinemas da Itália.

É paradoxal ainda que Sandra Bullock, vencedora do Oscar de melhor atriz por sua impecável atuação neste filme, tenha recebido em março a Framboesa de Ouro de pior atriz 2010 por sua atuação em “All About Steve” (“Maluca Paixão”, 2009), filme que também recebeu o prêmio de “pior filme do ano” de 2009.

É curioso observar que “Maluca Paixão” foi exibido nas telas italianas, enquanto “Um sonho possível” ainda está em busca de um distribuidor.



Entrevistas



“A comunidade católica na Abcásia foi abandonada à própria sorte”

Denuncia Pe. Gerzy Pilus, pároco da paróquia de São Simão

Por Serena Sartini

SUKHUMI, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) – “Após a guerra de 2008, a comunidade católica de Abcásia foi abandonada à própria sorte”. É o que pensa o padre polonês Gerzy Pilus, pároco da igreja de São Simão cananeu em Sukhumi, na região da Abcásia, autoproclamada independente após os conflitos de 1992-1993. Pe. Está no Cáucaso desde 1997, atuando na Abcásia desde 2007.

“A comunidade católica está presente na Abcásia há séculos. Durante o período comunista, os soviéticos fecharam a Igreja católica, destruindo igrejas e matando sacerdotes. Em 1993, com a guerra, todos os arquivos da comunidade católica foram queimados; perdemos tudo. Em 1994 recomeçamos, com a reconstrução da paróquia. Restaram poucos católicos, talvez cerca de 80 em toda a região da Abcásia, em sua maioria idosos”.

ZENIT: Após os conflitos, como é a situação hoje? Qual foi a repercussão, para a Abcásia, da guerra de 2008?

Pe. Gerzy Pilus: Após a guerra, muitos dos problemas de segurança em Sukhumi foram resolvidos. Em 2008, temíamos que a guerra chegasse também até nós. Nos primeiros dias de guerra entre a Rússia e a Geórgia, houve um grande silêncio por toda a cidade; as pessoas estavam apreensivas com o que poderia ocorrer. Hoje não há mais medo. De qualquer modo, porém, a população que permaneceu na região é muito idosa; muitos dos jovens emigraram, e há poucas famílias. Além disso, após a guerra, não podíamos nos comunicar com a Geórgia, e não temos contato nem com os organismos internacionais nem com a Cáritas.

ZENIT: Como são as relações com as demais confissões?

Pe. Gerzy Pilus: As relações com os luteranos são excelentes. Com os ortodoxos, é mais difícil, uma vez que não há um bispo ortodoxo que os represente e possibilite um diálogo. Estão internamente divididos.

ZENIT: Qual a importância desta comunidade católica tão pequena?

Pe. Gerzy Pilus: Somo os representantes da Igreja católica na Abcásia, um símbolo da Igreja católica; por essa razão é tão importante para nós levar adiante um trabalho de reconciliação.

ZENIT: Quais são suas expectativas para a região e para seu povo?

Pe. Gerzy Pilus: A esperança que nutro é que em Abcásia possa receber pessoas de outros países, entre eles também católicos. Penso que nosso testemunho seja importante, e confio no papel a ser desempenhado pelos leigos católicos. Sem eles, não há futuro. Principalmente, espero por famílias com crianças.

ZENIT: Como são as relações com as autoridades?

Pe. Gerzy Pilus: Não temos problemas. As autoridades veem com bons olhos nossa presença, e nos sentimos bem-vindos.





Testemunho



Lembranças de Segundo Galilea, dois meses após sua morte

Autor de vários livros sobre missão e espiritualidade

ROMA, quarta-feira, 28 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Um sacerdote claro, simples e profundo em suas reflexões: foi assim que Maria Barbagallo recordou na edição de ontem do L'Osservatore Romano Segundo Galilea, sacerdote e escritor chileno falecido no último dia 27 de maio.

"Se queremos uma Igreja mais missionária, mais coerente e testemunhal, mais participativa na comunhão - dizia o Pe. Galilea -, significa que queremos uma Igreja mais espiritual, mais orante e mais contemplativa, isto é, mais bela."

Sua vida

Segundo Galilea nasceu na capital chilena no dia 3 de abril de 1928. Foi ordenado sacerdote em 1956. No início da década de 60, trabalhou na preparação de missionários em Cuernavaca (México).

O Conselho Episcopal Latino-Americano o convocou para dar a conhecer o Concílio Vaticano II em um instituto de pastoral itinerante, do qual se converteu em diretor nas cidades de Medelhim e Bogotá (Colômbia).

Até 1975, percorreu a América Latina, comprometido em propor reflexões, retiros e exercícios espirituais. Depois, começou uma relação com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e, junto a outros sacerdotes, organizou um instituto missionário para o exterior.

Várias vezes viajou até as Filipinas e à Coreia do Sul. Trabalhou nos Estados Unidos, com as comunidades imigrantes. Também colaborou com importantes revistas de teologia nesse continente.

Doava dinheiro arrecadado pelos direitos autorais e por suas conferências ao arcebispado de Santiago do Chile, para financiar retiros espirituais nos setores mais pobres do seu país.

Em 1997, o arcebispo de Santiago do Chile lhe pediu para fazer parte do grupo de especialistas para redigir as conclusões do 9º sínodo diocesano.

Em 2000, partiu para Cuba, onde serviu como diretor espiritual do seminário de São Carlos, no mesmo país.

"Em Cuba se trabalha com poucos meios, poucos sacerdotes e religiosos, mas se aprende a viver o melhor da vida, viver o tudo e o pouco, valorizar o essencial", disse o sacerdote em uma entrevista realizada em 2001. Depois voltou a Santiago do Chile, por razões de saúde.

Ação com oração

Alguns defendem o Pe. Galilea como um "teólogo da libertação", devido a que pertence ao período em que esta corrente se difundiu pela América Latina. No entanto, "jamais foi um extremista nem se deixou manipular por correntes ferventes ou por polêmicas estéreis e superficiais", recorda Maria Barbagallo.

A autora lembrou como este sacerdote "viveu seu compromisso na adesão fiel a Jesus Cristo e à Igreja e, em sua pregação incansável, tinha seu centro em Jesus de Nazaré, na Igreja, na missão e na evangelização".

Barbagallo destacou também o conteúdo dos seus escritos, "densos de mística missionária, de adesão a Jesus, pobre e obediente, de tentativas de levar as pessoas da Igreja a perceber que não existe dinamismo missionário sem uma adesão radical a Jesus Cristo".

O Pe. Galilea encontrou uma grande sintonia com as missionárias do Sagrado Coração de Jesus, fundadas por Santa Francisca Cabrini (1874-1914), e começou a viajar pelo Brasil, Argentina, Itália e Estados Unidos, dando-lhes conferências sobre missão e espiritualidade, assim como exortando-as a vincular mais leigos em sua missão.

Em seu funeral, o Pe. Fernando Tapia Miranda disse que sua vida poderia ser resumida em uma frase: "testemunho vivente da radicalidade do Evangelho".

"Ele não tinha nada próprio - recordou o sacerdote. Nos últimos anos, ocupava um pequeno quarto em nosso seminário pontifício. Nunca vimos que tivesse um carro. Viajava com sua pequena maleta nas mãos e seu eterno cachimbo."

(Por Carmen Elena Villa)




Data :- 28/07/2010


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