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Notícias da Igreja no BRasil e no Mundo

Rio de Janeiro acolheu curso de bioética
Santa Sé
Papa vê filme sobre primeiros cinco anos de pontificado
China: Vaticano incentiva sacerdotes em seu esforço pela unidade
Papa está contente por encontrar os fiéis
Mundo
Episcopado elogia suspensão parcial da lei do Arizona
Cáritas Espanha financia projetos para 537 mil pessoas
El Salvador: Igreja defende liberdade de expressão
México: político multado por citar Deus
Irmã Meena, religiosa estuprada, “testemunha de luz para a Igreja indiana”
Em foco
Pedofilia só vira notícia quando ligada a sacerdotes
Família: entre internet, celulares e redes sociais
Entrevistas
Livrar o Concílio das confusões pós-Concílio
Flash
Irmãzinhas de Jesus lançam site
     Rio de Janeiro acolheu curso de bioética

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a Arquidiocese do Rio de Janeiro realizaram entre os dias 26 e 28 de julho, na sede da Arquidiocese do Rio, na Glória, o Curso de Formação Pastoral em Bioética.

As palestras foram ministradas por monsenhor Alberto Bochatey OSA, que veio da Argentina para orientar o curso, segundo informa o portal da arquidiocese.

O objetivo do encontro foi promover um aprofundamento dos princípios da bioética personalista de uma maneira transdisciplinar, com a adequada aplicação às ações pastorais e enfoque nos temas voltados para a promoção da dignidade humana e de um Deus-amor que busca a vida plena de seus filhos, conforme está expresso no Documento de Aparecida.

Monsenhor Alberto Bochatey destacou a importância de preparar os agentes de pastoral na fundamentação e conhecimento de alguns temas da bioética, antes desconhecidos. Segundo ele, hoje, a bioética alcança a todos, na vida clínica, hospitalar, em pesquisas, e que é necessário saber fundamentos e conteúdos de alguns casos mais frequentes da ética de saúde.

Para a professora Vilma de Menezes, que participou do curso, esse foi um momento de grande aprendizagem e reflexão. Ela é coordenadora da Pastoral Familiar do Vicariato Norte e queria ter um esclarecimento maior da bioética no âmbito Igreja, para partilhar na Pastoral. “Será um grande desafio para todos, quando eu propuser os temas trabalhados aqui”, disse.

Ao final do encontro, monsenhor Bochatey reconheceu que muitas vezes teve de retomar o tema do aborto. Segundo ele, pode-se perceber um avanço em muitas pessoas na consciência de que o aborto é matar uma vida. Não se pode resolver problemas de adultos eliminando vidas inocentes, ele afirmou.



Santa Sé



Papa vê filme sobre primeiros cinco anos de pontificado

Realizado pela rede pública de rádio e televisão da Baviera

CASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Em suas férias de verão europeu, o Papa pôde ver na tarde desta quinta-feira, na residência pontifícia de Castel Gandolfo, o filme “Cinco anos de Papa Bento XVI”, que acaba de ser produzido pela Bayerischer Rundfunk, rede pública de rádio e televisão da Baviera (Alemanha).

O filme apresenta “Impressões em Roma e nas viagens”, a partir dos momentos decisivos deste pontificado. O autor e diretor é Michael Mandlik. O produtor executivo é o professor Gerhard Fuchs.



China: Vaticano incentiva sacerdotes em seu esforço pela unidade

Por meio de uma carta da Congregação para a Evangelização dos Povos

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A Congregação para a Evangelização dos Povos incentivou os bispos e sacerdotes da China continental a manter seus esforços pela unidade da Igreja e valorizou os frutos já alcançados neste sentido.

E o fez por meio de um carta a eles, datada de 5 de julho e difundida hoje pela agência Fides, assinada pelo prefeito e pelo secretário da congregação, cardeal Ivan Dias e Dom Robert Sarah, respectivamente.

"Agradeçamos ao Senhor pelos esforços já realizados ou em curso com relação à unidade no seio da Igreja, também em fiel conformidade às indicações dadas pelo Santo Padre na carta que ele vos dirigiu no dia 27 de maio de 2007, e pelos resultados obtidos até agora", afirma a mensagem.

A carta começa referindo-se às celebrações do Ano Sacerdotal que terminou recentemente e mostrando a vontade do cardeal de "enviar-nos uma cordial e fraterna saudação, dirigindo-nos uma palavra de ânimo na árdua tarefa pastoral que estais realizando como pastores do rebanho que o Senhor vos confiou nesta nobre nação".

O cardeal Dias destaca o importante papel de um bispo ou sacerdote, indicando que "esta tarefa tem uma dupla dimensão e comporta a comunhão com o Papa, a 'pedra' sobre a qual Jesus quis construir sua Igreja, e a união dos membros que fazem parte dela".

Sobre a comunhão com o Santo Padre, a Congregação para a Evangelização dos Povos afirma conhecer bem o sofrimento devido à fidelidade à Santa Sé e reconhece que "a exemplar fidelidade e admirável coragem, demonstrados pelos católicos na China com relação à Sé de Pedro, são um dom precioso do Senhor".

Quanto ao desafio da unidade entre os membros da comunidade eclesial, o cardeal Dias destaca que "seria útil entrar espiritualmente com frequência no cenáculo, onde o Senhor Jesus, após ter celebrado a Última Ceia junto aos seus apóstolos e ter-lhes ordenado sacerdotes da nova e eterna aliança, orou ao Pai: 'Que sejam um'".

"Queridíssimos irmãos - exorta -, levemos a sério este profundo chamado à unidade dos pastores, que vem do coração daquele que tanto os amou, os chamou e os enviou a trabalhar em sua vinha."

Na carta, a congregação destaca que os testemunhos e mensagens recebidos no Vaticano pelos sacerdotes e bispos que exercem seu ministério na China "nos dão muito consolo e nos estimulam a elevar ferventes orações para que o Senhor vos torne cada vez mais fortes na fé e vos sustente em vossos esforços para propagar a Boa Notícia de Jesus Cristo nesta querida nação".

Uma parte da mensagem está dedicada a mostrar alguns aspectos do sacerdócio. Recorda que "fomos chamados por Jesus para ser 'já não servos, mas amigos', não pelos nossos méritos, mas pela sua infinita misericórdia".

Afirma que "precisamente porque um sacerdote é um Alter Christus - mais ainda, Ipse Christus -, ele deve ser um homem de Deus e um homem para os demais".

"Ele deve, portanto, distinguir-se como homem de oração e de vida austera, profundamente enamorado de Jesus Cristo e, como João Batista, orgulhoso de proclamar sua presença em meio de nós, particularmente na Santa Eucaristia", recorda a missiva.

Também acrescenta que um sacerdote deve estar "inteiramente dedicado aos fiéis jovens e adultos, confiados aos seus cuidados pastorais e a todos aqueles com quem o Senhor Jesus quis identificar-se ou pelos quais mostrou benevolência: os pecadores, antes de tudo, e os pobres, doentes e marginalizados, as viúvas, as crianças, além das ovelhas que ainda não são do seu rebanho".

"Um eclesiástico procurará, portanto, resistir a todo desejo de enriquecer-se de bens materiais, de buscar favores para sua própria família ou etnia, de nutrir uma ambição ruim de fazer carreira na sociedade ou na política", destaca.

Na carta, a congregação cita a homilia que o Papa pronunciou no último dia 29 de junho, na qual afirmou que as perseguições "não constituem o perigo mais grave para a Igreja".

Nessa ocasião, recorda a carta, o Pontífice chamou a atenção "ao que contamina a fé e a vida cristã dos seus membros e de suas comunidades, manchando a integridade do Corpo Místico, enfraquecendo sua capacidade de profecia e de testemunho, ofuscando a beleza do seu rosto".

E indicou que "um dos efeitos típicos da ação do Maligno é precisamente a divisão dentro da comunidade eclesial".

"As divisões, de fato, são sintomas da força do pecado, que continua agindo nos membros da Igreja também depois da sua redenção", sublinha a carta.

E acrescenta que "a unidade da Igreja está arraigada em sua união com Cristo, e a causa da plena unidade dos cristãos - que sempre é preciso buscar e renovar, de geração em geração - está também sustentada por sua oração e por sua promessa".

O cardeal Dias assegura aos sacerdotes e bispos que exercem seu ministério na China "a proximidade espiritual de Sua Santidade o Papa Bento XVI".

E lhes garante que o Papa "vos abençoa com carinho paternal, junto àqueles que estão confiados aos vossos cuidados pastorais, e vos convida a continuar intrépidos pelo caminho da santidade, da unidade e da comunhão, como fizeram as gerações que vos precederam".

Também pede que "Maria Santíssima, Auxiliadora dos Cristãos, a quem a Igreja na China venera em Sheshan com devoção terna e filial, vos proteja e faça frutificar todos os vossos propósitos para espalhar o belo perfume do Evangelho do seu Filho Jesus em todos os cantos da vossa amada pátria".

Finalmente, nesta tarefa, deseja a assistência do "luminoso exemplo do inesquecível missionário na China, Pe. Matteo Ricci SJ, de quem recordamos, com grande carinho, os 400 anos de sua partida ao Reino do 'Senhor do Céu'".

Segundo a agência Fides, órgão informativo da própria Congregação para Evangelização dos Povos, esta carta "manifesta o afeto por esta Igreja que pode se gloriar de um testemunho heroico em meio a muitas tribulações e sofrimentos nos últimos 50 anos".

Em um comentário à missiva divulgada hoje, esta é destacada como "uma palavra de estímulo no fatigoso compromisso pastoral que os ministros levam adiante" e "um reconhecimento dos desafios sociais, materiais e espirituais que os ministros ordenados têm de enfrentar no desenvolvimento da sua missão pastoral".

Indica que nela se destaca "como modelo São João Maria Vianney, que soube identificar-se e imitar Cristo, supremo Pastor das nossas almas, na falta de estruturas, em meio às dificuldades da sua época e na pobreza da sua pessoa".

Além disso, Fides constata como a Congregação para a Evangelização dos Povos valoriza "a consolidação da unidade da Igreja na China".

"O cardeal, em sua carta, recorda àqueles que trabalharam nestes anos com delicadeza e paixão nesta causa que ela já está mostrando seus frutos", afirma.

Ao mesmo tempo, "recorda que qualquer divisão da comunidade eclesial é um pecado, e que a unidade tem necessidade do seguimento radical de Cristo, que rezou e reza conosco ao Pai para que todos sejamos uma só coisa".





Papa está contente por encontrar os fiéis

Afirma o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 29 julho de 2010 (ZENIT.org) – Nestes dias de descanso na residência de Castel Gandolfo, Bento XVI aparenta estar muito descontraído e feliz, sobretudo pelo afeto demonstrado pelos fiéis. Foi o que comentou o bispo de Albano, Dom Marcello Semeraro, em conversa com Rádio Vaticano.

“Vi o Papa descontraído, feliz – disse Dom Semeraro –. O momento de encontro com os fiéis em Castel Gandolfo é seguramente um dos que mais o alegra e conforta, porque ele ouve as vozes, vê os rostos e sente as saudações que os fiéis e peregrinos lhe fazem”.

Especialmente durante o Angelus dominical do Papa em Castel Gandolfo, surpreende o grande número de pessoas que vêm. No domingo passado, o Papa quis observar o outro lado da praça, porque os peregrinos eram muitos, e o pátio interno estava lotado.

“São fiéis que vêm de todo o mundo e se fazem sentir com seus cantos, saudações e bons desejos para o Papa. De fato, no domingo, nestes dias de festa, a cidade de Castel Gandolfo aviva-se”, disse o prelado.

“Obviamente – afirmou –, mesmo em nossa paróquia pontifícia, devemos realizar as celebrações da Santa Missa, para permitir a esses fiéis que participem serenamente da Eucaristia dominical”.



Mundo



Episcopado elogia suspensão parcial da lei do Arizona

Apoio dos bispos do Arizona à juíza Susan Bolten

PHOENIX, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Os bispos católicos do Arizona elogiaram a sentença do tribunal federal de Phoenix, que, na véspera de sua entrada em vigor, bloqueou algumas das medidas mais polêmicas da lei contra a imigração ilegal nesse Estado americano.

Disposições da nova lei, que havia sido aprovada pela governadora Jan Brewer em abril, foram bloqueadas ontem pela juíza Susan Bolton e ficarão suspensas até que os tribunais federais se pronunciem sobre seu conteúdo.

Os bispos católicos do Arizona aplaudiram (este é o verbo literal que utilizaram) a sentença da juíza e esperam que "a reação à sua decisão se expresse somente em formas pacíficas e legais.

"Como bispos de nossas respectivas dioceses, sabemos que praticamente em todas as paróquias há famílias que estiveram vivendo com medo e ansiedade criados pela SB 1070 e que tal lei ia separar as famílias", explicam os bispos em uma nota.

"A situação dessas famílias pode ser que, por exemplo, um pai seja cidadão e o outro não se encontre em nosso país legalmente - acrescentam. Ou pode ser que a situação seja que alguns filhos sejam cidadãos e que um irmão ou irmã não tenha os documentos necessários."

Os bispos "se unem a estas famílias. Sabemos que são boas pessoas, que trabalham duro e que contribuem para a economia e para a qualidade de vida das suas comunidades".

Os prelados anunciam que continuarão manifestando-se contra as provisões da SB 1070 e que vigiarão a implementação das provisões permitidas de acordo com a decisão.

Também garantem que continuarão promovendo "uma reforma compreensiva das leis de imigração do nosso país".

A posição dos bispos se baseia em 4 princípios.

Em primeiro lugar, indicam, "a imigração ilegal não é boa para o nosso país. Não é bom não saber quem está entrando em nosso país".

Em segundo lugar, esclarecem, "nossas fronteiras internacionais devem ser garantidas e devemos ser protegidos do tráfico de drogas, de armas e de pessoas, da violência".

Em terceiro lugar, exigem "um processo para alcançar um status legal - mas não uma anistia - para as pessoas que entraram em nosso país ilegalmente. Este processo deverá ter consequências em proporção ao ato de entrar sem documentos; isso inclui multas, aprender inglês e colocar-se em linha desde o começo, para tornar-se cidadão".

Em quarto lugar, consideram, "nossa nação precisa de um programa que permitirá que os trabalhadores entrem legalmente neste país. Este programa deverá incluir a proteção dos direitos dos trabalhadores".

Segundo os prelados, "a consequência fatal do fracasso da liderança dos políticos da nossa nação para implementar uma reforma do nosso sistema de imigração incluiu a morte de milhares de pessoas".

"Os migrantes - mulheres, homens, crianças em circunstâncias desesperadas - morreram tentando entrar em nosso país. Cidadãos americanos morreram devido aos crimes cometidos pelos narcotráficos, pelas pessoas que traficam seres humanos, pelas pessoas que traficam armas."

Os bispos concluem assegurando suas orações aos seus senadores e representantes, para que "deixem de lado as divisões de partido e trabalhem logo para compor o frágil sistema de imigração".

Outros bispos dos Estados Unidos e da América Latina também manifestaram aprovação pública diante da decisão judicial.





Cáritas Espanha financia projetos para 537 mil pessoas

Em Angola, Moçambique, Quirguistão, Camboja e Peru

MADRI, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) - A Cáritas Espanha destinará 416.577 euros a projetos de educação, saúde e ajuda em 5 países, que beneficiarão diretamente 537 mil pessoas, na Angola, Moçambique, Quirguistão, Camboja e Peru, segundo informa o site da Cáritas da Espanha.

Soberania alimentar, educação, saúde, ajuda de emergência e reabilitação são os aspectos aos que se destinará o pacote de ajudas aprovadas. A metade do dinheiro - 211.577 euros - se dirige a projetos de segurança alimentar e educação em Angola e Moçambique.

No primeiro desses países, a Cáritas Espanhola responde à petição feita pela Cáritas Angola para financiar um amplo programa de ajuda humanitária aos angoleses recentemente expulsos da vizinha República Democrática do Congo, com objeto de que possam reconstruir suas vidas em seu país de origem.

O projeto, de um ano de duração, contempla a posta em marcha de diversas atividades de agricultura sustentável, atenção sanitária e educação escolar para uma população estimada em 17.500 pessoas, em sua maioria (80%) mulheres e crianças.

Em Moçambique, onde a Cáritas Espanha mantém uma intensa presença há mais de uma década, serão apoiados projetos educativos nas regiões de Inhambane-Mapinhane e Pemba-Cabo Delgado.

O primeiro deles prevê a construção de um centro de serviços polifuncional, dirigido e gestionado pelas Irmãs Agostinianas, onde, junto às atividades docentes para crianças e adultos, se oferecerá à população local uma assistência integral no setor da saúde (trata-se de uma região com elevada incidência de AIDS) e da nutrição.

O segundo projeto se dirige a reforçar o trabalho que a Cáritas vem desenvolvendo, principalmente no campo da educação, para uma população de meio milhão de alunos na província de Cabo Delgado. Os quase 70 mil euros aprovados pela Cáritas Espanha se destinarão a sufragar uma parte das obras urgentes de reabilitação das instalações docentes da Universidade Católica de Pemba, cujo orçamento global ascende a 461 mil euros.

A recente crise política vivida na ex-república soviética do Quirguistão provocou uma séria emergência humanitária na região, devido ao deslocamento de aproximadamente 400 mil pessoas por causa da violência.

Ao longo do mês de junho, a rede internacional da Cáritas e a Igreja local organizaram uma operação de resposta humanitária, à qual se une agora a Cáritas Espanhola, com uma contribuição de 50 mil euros para oferecer assistência básica e refúgio temporal a cerca de 18 mil pessoas especialmente vulneráveis, como idosos, órfãos e famílias que perderam seus lares.

Outra situação de emergência, como a originada pelas chuvas torrenciais registradas em fevereiro e março passados nas regiões peruanas de Apurimac e Cusco, no Peru, foi objeto também do apoio fraterno da Cáritas Espanhola, que aprovou 130 mil euros doados pela Fundación La Caixa, para financiar um projeto de reabilitação agrícola e de nutrição infantil para a população afetada.

A população reclusa da prisão cambojana de Siem Reap é, por último, outro dos destinatários das ajudas aprovadas pela Cáritas, que decidiu renovar, com uma contribuição de 25 mil euros, o apoio que vem prestando há vários anos ao programa de saúde que a Cáritas Camboja leva a cabo neste centro penitenciário.

As atividades realizadas pela Cáritas local permitem garantir dentro da prisão uma assistência médica minimamente digna a cerca de 1.400 reclusos, que se completa com atividades de formação profissional, prevenção de dependência química e AIDS e apoio nutricional aos internos.





El Salvador: Igreja defende liberdade de expressão

Corte Suprema de Justiça se propõe a limitá-la

Por Nieves San Martín

SAN SALVADOR, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) - O arcebispo de San Salvador, Dom José Luis Escobar Alas, se pronunciou neste domingo contrariando a penalização à liberdade de expressão, como se propõem nos próximos dias os magistrados da Corte Suprema de Justiça (CSJ), que analisam a legalidade ou não do artigo 191 do Código Penal relacionado a este direito.

A Corte Suprema de Justiça está próxima a resolver um caso de demanda de inconstitucionalidade contra o artigo 191 do Código Penal, pedido em 2007 pelo empresário Roberto Bukele.

A Assembleia Legislativa aprovou em 2004 uma modificação ao artigo 191 para deixar explicitamente proibida a penalização das críticas nos meios de comunicação.

Esse artigo estabelece a "não sanção penal por críticas nem conceitos desfavoráveis expressados ou difundidos por qualquer meio de comunicação".

Também afirma que "não constituirá delito o fato de que um particular faça julgamentos desfavoráveis de outra pessoa, por meio de qualquer meio informativo, sempre que não demonstre um propósito calunioso ou de ataque à intimidade".

Alguns magistrados adiantam que nos próximos dias, antes de 31 de julho, será comemorado o "dia do jornalista", e então publicarão a resolução.

Bukele afirmou que o artigo 191 "atenta contra a honra, imagem e a dignidade dos salvadorenhos".

Dom Escobar indicou que tal artigo não está em contradição com o artigo 6 da Constituição da República, porque declará-lo inconstitucional levantaria um precedente negativo para o país.

"Nós somos favoráveis a este artigo, porque defende a livre expressão, não só dos meios, mas do indivíduo, da pessoa, da liberdade para se expressar, própria dos países democráticos", indicou.

Acrescentou que "a livre expressão é um direito inalienável em um país democrático. Que tipo de imagem daríamos ao mundo se cortarmos dessa forma a livre expressão?".

Durante a tradicional coletiva de imprensa dominical, o arcebispo instou os magistrados da CSJ a que "analisem bem as coisas e que se pronunciem a favor deste artigo, com todo respeito a todos".

"Podem vir outras leis para a regulamentação dos abusos que podem ser cometidos, mas não abolir este artigo, porque seria um mal precedente, sem dúvida", acrescentou Dom Escobar Alas, e disse que se pronunciou "pelo bem de toda população".





México: político multado por citar Deus

Condenado a pagar 2 mil dólares

CULIACÁN, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org-El Observador) – A justiça eleitoral mexicana deu um passo a mais rumo ao objetivo de proibir qualquer referência a Deus na vida pública, ao impor uma multa, nessa quarta-feira, ao candidato vencedor das eleições de 4 de julho no Estado de Sinaloa (nordeste do país).

O delito do governador Mario López Valdez foi ter dito, durante uma concentração massiva prévia às eleições: “vencerei com o apoio da vontade popular e de Deus”.

Valdez foi condenado pelo Tribunal Eleitoral a pagar uma multa de 2 mil dólares. Os magistrados afirmaram em sua sentença que o governador feriu a proibição constitucional de “empregar alusões ou expressões de caráter religioso”.





Irmã Meena, religiosa estuprada, “testemunha de luz para a Igreja indiana”

Sei tio, Dom Barwa: “É o símbolo da nossa luta”

Por Nieves San Martín

KANDHAMAL, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A Irmã Meena, religiosa espancada e estuprada durante a sanguinária perseguição anticristã de Orissa em 2008, “é o símbolo da nossa luta, a testemunha da luz e da verdade”, afirma seu tio, Dom John Barwa.

A Irmã Meena Barwa, da ordem religiosa das Servidoras, desenvolvia sua missão no centro pastoral Divyajyoti, em Nuagaon, no distrito de Kandhamal, junto a um sacerdote, Pe. Thomas Chellan. A religiosa nasceu no distrito de Sambalpur e fez os votos perpétuos no último mês de abril.

No dia 25 de agosto de 2008, junto ao sacerdote com quem trabalhava no centro, ela foi agarrada, espancada, desnudada e obrigada a caminhar pela aldeia. Em um determinado momento, os fundamentalistas quiseram inclusive queimá-la viva junto ao sacerdote. Não o fizeram, mas a estupraram. Somente no final, à noite, enquanto continuavam sendo injuriados e maltratados, foram libertados pela polícia.

O caso chegou ao tribunal do juiz Bira Kishore Mishra. A comunidade cristã acusa as autoridades locais de conivência com os extremistas e o processo da Irmã Meena é visto como a justa oportunidade para demonstrar o desejo de justiça da população.

A religiosa, acrescenta o bispo, “cresce e se reforça diariamente, nutrida pela adoração eucarística, pela Missa e pelo terço. Certamente, às vezes cede a um sentimento de opressão, cansaço e dor; mas, graças à oração de toda a Igreja tribal, ela está se fortalecendo e superando esta crise”.

No último dia 23 de julho, foi seu aniversário: “Ela é valente e me anima em minha missão episcopal. A Irmã Meena está realizando os estudos da sua carreira acadêmica. Frequenta normalmente a universidade (onde ninguém sabe quem ela é) e viaja normalmente por meio do transporte público”.

Isso causa preocupação pela sua segurança: “Para mim, para nossa gente e para a Igreja de Orissa, ela é o testemunho da vitória da luz sobre as trevas”.

“É verdade – acrescenta – que todos aqueles que se cobrem de trevas não querem que a luz e a verdade possam vencer. Por isso, estou preocupado, e por isso devemos defendê-la, sem revelar onde se encontra, para preservar sua luz.”

O testemunho da religiosa deriva também das suas origens familiares tribais. Como explica o bispo, “viemos de uma família rural: minha casa estava na selva. E justamente dessa família tão comum, Deus escolheu a Irmã Meena para ser seu instrumento. A força, o valor e o testemunho da religiosa me incentivam a trabalhar e servir a Igreja, ainda que às vezes me sinto triste e sinto dor. Nós devemos tudo aos missionários: eles nos tiraram da selva e nos ajudaram a descobrir o divino. Deus tem um plano para a Irmã Meena e nada pode deter o avanço do seu projeto”.

No que diz respeito à proximidade do processo, Dom Barwa explica: “Perguntei diretamente à Irmã Meena se ela se sentia assustada ou com raiva, mas me respondeu que não. Ela busca justiça não somente para si, mas também para o nosso povo; mas não tem raiva”.

“Quanto à identificação dos culpados, ela me disse que é Deus quem a ilumina e que o Espírito Santo lhe dá a força para enfrentar esse momento. A última vez que nos encontramos antes de um momento semelhante, junto à sua superiora, celebramos uma Eucaristia maravilhosa: mais de três horas de oração com a Palavra de Deus e a Eucaristia que cura. Um dom de graça e paz para todos nós”, acrescentou.





Em foco

Pedofilia só vira notícia quando ligada a sacerdotes

Denúncia do especialista monsenhor Fortunato Di Noto

ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – A pedofilia somente é notícia quando está ligada aos sacerdotes, denuncia um dos protagonistas na luta contra esse crime, monsenhor Fortunato Di Noto.

Este sacerdote fundou uma associação que há mais de 20 anos luta pela tutela da infância contra a pedofilia, pornografia infantil e exploração sexual. Ele também é assessor de órgãos internacionais, inclusive agências da ONU.

A associação (Associazione Meter Onlus) realiza seu trabalho não só de forma repressiva mas também prevenindo e educando. Criou na Itália 15 centros de acolhida, formou 300 agentes para a defesa da infância, por meio da supervisão da internet e colaboração com as forças da polícia.

Como explica o sacerdote, a pedofilia é um crime, mas também uma máquina de fazer dinheiro, com uma promoção própria, que movimenta cifras de mais de 13 milhões de euros por ano e um total de mais de 200 mil menores envolvidos e abusados, entre os quais bebês de poucos dias até dois anos de idade.

Contudo, destaca Di Noto, grande parte da imprensa se escandaliza somente pelos sacerdotes pedófilos e não por este fenômeno de enormes proporções.

“O mais impressionante é que foi falado de pedofilia do clero mas não se fala, por exemplo, da pedofilia como fenômeno mundial. E o fenômeno mundial dos absuso sexuais está diante os olhos de todos”, afirmou o sacerdote a H2onews.org.

“O que me impressiona, e faz diferença, é que a mídia, provavelmente dirigida por lobbys da comunicação, quis falar mais disto e não da gravidade e da criminalidade contra as crianças, da gravidade da exploração sexual dos menores, da gravidade do turismo sexual infantil, da gravidade da venda de crianças e da gravidade da violação de crianças. Esta é a demonstração visível e espetacular de como alguns meios de comunicação, movidos por alguns lobbyes de pensamento, comunicam, às vezes, notícias falsas, não verificadas ou ainda manipuladas.”

Para o fundador da associação contra pedofilia, é preciso ter uma maior responsabilidade e atenção por parte dos pais e também mais atenção perante a difusão da pedofilia nas principais redes sociais.

"A pergunta é: por que na Itália há 180 mil menores de 13 anos que, sem autorização, estão inscritos no Facebook?". "Isso significa que há 180 mil famílias que não controlam o que estas crianças fazem".





Família: entre internet, celulares e redes sociais

No “Fiuggi Family Festival”, os riscos e oportunidades das novas tecnologias

Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) - Vivemos em uma época de plena revolução telemática. As novas gerações utilizam com facilidade a internet e os celulares. Conectam-se, trocam mensagens, informações, fotos, vídeos.

E os pais estão desorientados; muitos temem pelos riscos relacionados à utilização das novas tecnologias.

Precisamente para debater sobre os limites e oportunidades da internet e dos celulares, o Fiuggi Family Festival organizou no dia 26 de julho o congresso "Science day: internet em família".

O encontro foi realizado em colaboração com o Instituto Italiano de Informática e Telemática do Conselho Nacional de Pesquisa (IIT-CNR).

Introduzido e moderado pelo chefe da sala de imprensa do CNR, Marco Ferrazzoli, o encontro ilustrou aos assistentes as características da revolução tecnológica em curso.

O responsável do grupo de segurança do IIT-CNR, Maurizio Martinelli, repassou a história da internet, percorrendo as etapas de uma tecnologia que em 1974 se chamava ARPANET e contava com cerca de 52 centros de enlace.

Entre siglas como DNS (Domain Name System), TLD (Top Level Domain), ICANN, GAL etc., Martinelli explicou com que velocidade e como se desenvolveu a revolução telemática.

Falou-se também das redes sociais, com suas grandes oportunidades para multiplicar o conhecimento e as relações, mas também dos riscos de sistemas que colocam à disposição de todos imagens e informações não-autorizadas.

Após referir-se às múltiplas oportunidades dos novos telefones celulares, Fabil Martinelli comentou também seus riscos.

Por isso, apresentou iCareMobile, um software elaborado pelo Instituto de Informática e Telemática do CNR para proteger os telefones de última geração de conteúdos inapropriados e aplicações prejudiciais. Tudo para melhorar a segurança dos menores que navegam pela rede.

ICareMobile é um software que permite o controle - total e personalizado - das funções dos modernos telefones celulares, protegendo os jovens e as crianças de ataques externos e de usos indevidos.

Martinelli recordou que os celulares de última geração, os chamados "inteligentes", permitem aos usuários que estejam sempre conectados à internet.

"A facilidade de uso e a difusão massiva de aplicações por chat, redes sociais e file-sharing - precisou - os tornaram muito populares entre os jovens, mas também entre as crianças, favorecendo a difusão de fotos e vídeos não aptos para menores."

Martinelli revelou que as tecnologias de segurança disponíveis para a proteção dos dispositivos desses conteúdos são atualmente insuficientes, é difícil configurá-las e estão pouco preparadas para adaptar a proteção às necessidades específicas dos usuários".

Segundo o especialista em segurança, com iCareMobile "é possível ter um controle quase total do dispositivo, desfrutando com o cuidado necessário dessas características técnicas evolucionárias (GPS, Bluetooth, MMS, conexão à internet) que aparentemente representam a fonte principal de perigo para um smartphone".

"As regras de comportamento que hoje podemos apenas sugerir que nossos filhos sigam se transformarão automaticamente em sistemas de segurança", acrescentou.

"O software poderá, por exemplo, enviar um SMS ao pai se o filho se afasta da escola, ou poderão aplicar-se controles como 'não receber mensagens que contenham material pornográfico ou não-adequado' ou 'não executar videogames em determinados horários'", explicou.

Com relação a outros produtos análogos que se comercializam atualmente, o sistema se diferencia pela alta facilidade de configuração, eficiência e flexibilidade dos controles utilizados pelos pais, assim como pela capacidade de reconhecer imagens de caráter pornográfico diretamente no celular, ao invés de por meio da rede do operador.

Isso se torna mais econômico e garante, por exemplo, a possibilidade de controlar as imagens tomadas diretamente da câmera fotográfica ou recebidas através de canais locais, como o Bluetooth.

Martinelli concluiu afirmando que "iCareMobile é um verdadeiro apoio à proteção das crianças dos perigos da rede e do uso inapropriado do celular, que evidentemente poderá ajudar, mas não substituir a ação de diálogo e controle de pais e educadores".



Entrevistas



Livrar o Concílio das confusões pós-Concílio

Entrevista com Pe. Alfredo Morselli, pároco em Bolonha

ROMA, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Por ocasião da ordenação presbiterial de cinco diáconos da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP), Dom Guido Pozzo, secretário da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, proferiu em Wigratzbad (sede do seminário da FSSP na Europa) uma importante conferência.

A FSSP é uma família religiosa de direito pontifício, fundada em 1988 por sacerdotes tradicionalistas que não quiseram seguir Dom Lefebvre após a ordenação ilícita de quatro bispos.

Dom Pozzo mostrou como as supostas rupturas com o Concílio foram exageradas pela mídia sensacionalista. Para esclarecer as questões abordadas por Dom Pozzo em sua conferência, ZENIT entrevistou o padre Alfredo Morselli, pároco em Bolonha e especialista no assunto.

ZENIT: O secretário da Comissão Ecclesia Dei proferiu sua conferência no seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro. Qual o significado da escolha deste local?

Pe. Morselli: A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro está entre os mais belos frutos do diálogo da Igreja com o mundo tradicionalista. Enquanto muitos seminários estão vazios, definitivamente a FSSP não sofre com este problema. A maior parte de seus membros não conheceu pessoalmente Dom Lefebvre. Acolhidos por bispos de maior visão e mais obedientes, deram provas de sua capacidade de se integrar às diversas realidades diocesanas. Junto a tantas outras famílias de carisma análogo, constituem a prova viva de que a paz litúrgica – ou mesmo a coexistência na Igreja das duas formas de rito romano (Missa Gregoriana e o Novus Ordo Missae) – é não apenas possível como também muito frutífera.

ZENIT: Quais foram os principais assuntos tratados na conferência?

Pe. Morselli: Dom Pozzo quis abordar dois assuntos “quentes”: a unidade e a unicidade da Igreja católica, e da Igreja católica e as religiões referente à salavação; buscou demonstrar que “a questão crucial e o ponto verdadeiramente determinante na origem da disputa, da desorientação e da confusão não está no Concílio Vaticano II nem os ensinamentos objetivos contidos em seus documentos, mas sim em uma interpretação deste ensinamento”. Ele chamou tal interpretação de uma “ideologia para-conciliar, difundida principalmente por grupos intelectuais católicos neo-modernistas e por centros midiáticos de poder mundano secular”.

ZENIT: Por que justamente estes dois temas? Pe. Morselli: Conforme reporta o blog Missa em Latim (http://blog.messainlatino.it/), “o interesse principal deste texto é que este (...) representa uma síntese das posições dos teólogos vaticanos empenhados nos colóquios com a Fraternidade São Pio X: na prática, os esclarecimentos doutrinais sobre alguns temas controversos do Concílio que Roma se dispôs a realizar”.

ZENIT: Qual foi a contribuição de Dom Pozzo?

Pe. Morselli: Sustentou que o único caminho católico para uma solução seria constituído pela hermenêutica da continuidade.Tentarei simplificar em poucas palavras: a ideologia para-conciliar afirma: “Que ótimo, após o Concílio a Igreja mudou!”; enquanto os tradicionalistas dizem: “Que desgraça, após o Concílio tudo mudou!”. As promessas do Salvador, porém, nos garantem que a Igreja jamais mudará em sua natureza. À tentação dos tradicionalistas, hoje se responde: “Quanto à crise e aos graves erros, vocês têm razão; eles são evidentes e não se pode negá-los; mas – atenção – eles não são intrínsecos ao Concílio! Trata-se de uma crise neo-modernista – crise esta que já se esboçava antes do Concílio, com a assim chamada Nouvelle Théologie e outras aberrações nos movimentos litúrgicos – grave, mas extrínseca aos documentos do Concílio”.

ZENIT: Dom Pozzo responde às objeções de alguns Tradicionalistas?

Pe. Morselli: Dom Pozzo conhece bem todo o panorama tradicionalista: em particular, responde à hipótese segundo a qual o Concílio, sendo pastoral e não dogmático, não seria vinculante no que se refere à sua aplicação: “Seria equivocado pensar que o caráter expositivo e pastoral dos Documentos do Concílio Vaticano II não impliquem também em uma doutrina que exige o comprometimento por parte dos fiéis segundo os diversos graus de autoridade das doutrinas propostas”.

Além disso, cumpre dizer que é infalível não apenas o que é definido, mas também tudo o que é continuamente proposto pelo Magistério: por exemplo, muitos são os teólogos que consideram infalível a encíclica Humanae Vitae, ainda que isto não esteja contido em nenhuma definição no sentido estrito. Os pontos considerados “quentes” do Concílio, examinados por Dom Pozzo, são continuamente citados reapresentados pelo magistério ordinário; de modo que não podem ser considerados opcionais.

ZENIT: A conferência de Dom Pozzo pode vir a influenciar positivamente o diálogo da Santa sé com a Fraternidade São Pio X?

Pe. Morselli: É bom sinal que finalmente tenha sido conferida aos tradicionalistas e suas instâncias uma grande dignidade, ainda que nem tudo vá como o Papa desejaria. E uma vez que quem discute são pessoas e não ideias abstratas, estou certo que a sabedoria e a caridade pastoral de Bento XVI e seus colaboradores trarão grandes frutos.

A nós cumpre apenas orar, nos sacrificar e trabalhar para que isto se dê o mais breve possível.



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Irmãzinhas de Jesus lançam site

Com objetivo de partilhar “o tesouro mais importante de suas vidas”

MADRI, quinta-feira, 29 de julho de 2010 (ZENIT.org) – As Irmãzinhas de Jesus, de Carlos de Foucauld, lançaram uma página na internet, com um só objetivo: “Compartilhar com todos o tesouro mais importante de nossas vidas”.

As Irmãzinhas se sentem “convidadas a viver uma vida contemplativa em plena massa humana – informa a ZENIT Ir. Donata Cairo –, no mundo dos pobres”, como “mulheres consagradas que pertencem a Deus.

As irmãzinhas de Jesus têm “na Igreja a missão específica de dar testemunho, com toda sua vida, do mistério de salvação, oferecido a todos, que se manifesta em Belém e Nazaré”.

No site www.hermanitasdejesus.org é possível encontrar informações de seus fundadores (Irmão Carlos da Foucauld e Irmã Magdalena de Jesus), os fundamentos do carisma e de sua missão, assim como notícia de cada uma das fraternidades nos vários países como Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Peru, México e Cuba.

O site conta ainda com material para download (como por exemplo: Caminho de Oração com irmão Carlos de Jesus) e uma ampla galeria de imagens.




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